Silas Malafaia e a Predestinação

Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Jó 38:2
Silas Malafaia é bem conhecido no meio evangélico e tem opositores e defensores igualmente entusiasmados. Tem certa predileção pela polêmica e diz o que pensa, embora muitas vezes pareça não pensar no que diz. Meu objetivo aqui é analisar o texto em que ele trata da doutrina da predestinação e apontar onde sua interpretação de Ef 1:4-5 e Rm 8:28 é falha.

Ele diz que predestinação “é o ato de destinar antecipadamente” e predestinado significa “eleito de Deus. Destinado de antemão”. Diz também que “fomos escolhidos ou eleitos por Deus nosso Senhor antes da fundação do mundo”, que “não fomos nós que O escolhemos, mas foi o nosso Salvador quem nos escolheu” e finalmente que “Sua eleição não é por nossas obras, mas por Aquele que chama”. Ficasse por aqui e tudo o que eu diria seria um sonoro “Amém!”, talvez com um “Oh, Glória!” bem pentecostal. Mas ele declara “não aceitamos os seguidores da predestinação que fazem com que Deus escolha pessoas, previamente, umas para o céu e outras para o inferno”. Como assim?

Pena que ele não mantém a sua definição. Nas suas palavras: “o que não aceitamos e não encontramos respaldo bíblico é que Deus já tenha determinado o futuro individual de cada ser humano, isto é, o homem quando nasce já está predestinado ao céu ou ao inferno, conforme uma escolha prévia de Deus”. A eleição, então, seria pela presciência e a predestinação não é individual, mas corporativa. Neste ponto ele já negou o que havia dito anteriormente.

Comentando Efésios 1:4-5 ele diz que “Paulo aqui, nessa passagem, está entrando na área da presciência de Deus”. Mas se você ler toda a passagem, em nenhum lugar a presciência é referida ou aludida. Para Malafaia, contudo, a pessoa não é eleita na eternidade, mas torna-se eleita quando crê, sendo que Deus apenas antecipa o conhecimento deste fato, pois “todo aquele que aceita Jesus, está eleito em Cristo”. Aqui, Malafaia faz a eleição depender da aceitação do homem, negando o que disse sobre quem escolhe quem. E mesmo tendo anteriormente dito que nossa eleição se deu antes da fundação do mundo, agora afirma que “aceitar a Cristo é submeter-se a Ele, é obedecê-lo, é segui-lo, é ser fiel até o fim, depois sim; depois que você é eleito a Cristo”.

Sobre Rm 8:29, a coisa se repete: “depois que você aceita a Cristo como seu Salvador, você estará pronto a estar predestinado para o céu. Se você seguir a Cristo aqui na terra, você terá a garantia do céu”. Ele se esquece que a Bíblia diz que somos “predestinados para” e não “predestinado devido a“. A predestinação é o antecedente, o seguir a Cristo é o consequente. Embora aqui Silas fale de indivíduos preparados para serem predestinados ao céu, noutra parte diz que “não encontramos uma palavra no singular dizendo que Deus determinou individualmente pessoas - Ele predestinou um povo - predestinou um grupo”. Volto a este ponto uns parágrafos adiante.

Além das várias inconsistências internas em seu artigo ou pregação, como vimos, Silas Malafaia erra quanto ao momento e à natureza da eleição e predestinação, aos fazê-las depender de decisões do homem e considerá-las como tendo referência a grupo e não indivíduos.

Que a eleição e a predestinação se realizam antes da pessoa crer é ensinado tanto por Efésios como por Romanos, além de outras passagens bíblicas. Na carta aos cristãos de Éfeso diz que “Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo” e “em amor nos predestinou”, isso nos versos 4 e 5 do primeiro capítulo. Somente mais adiante, no verso 13, diz “...depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. Ou seja, o ser eleito e predestinado vem antes do ouvir e crer no evangelho, que é depois. E em Rm 8:30 está escrito “aos que predestinou a estes também chamou”. A ordem aqui também é inequívoca, primeiro se é predestinado, depois se é chamado.

Quanto aos objetos da predestinação, Silas Malafaia diz que se trata de um grupo e não de indivíduos. Tal afirmação é absurda em se tratando de conhecimento de Deus, pois presume que o Senhor predestinou um grupo sem ter em conta quem eram os indivíduos que compunham esse grupo. Romanos 8:29 diz “aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou”. O pronome “aqueles” deixa bem claro que Deus conheceu indivíduos, os quais também foram predestinados. Quanto ao fato de que eleitos e predestinados estarem no plurar em Efésios, a explicação é simples, quando conhecida. A Gramática Sintática do Grego do Novo Testamento, de Willian Sanford LaSor diz, em sua página 34, que "se o sujeito é coletivo, então se usa a forma singular do verbo para o grupo como um todo. Mas se o grupo é considerado segundo a individualidade dos seus membros, é usado o plural". Portanto, predestinação corporativa não encontra suporte aqui.

Concluímos que a eleição de Deus é soberana e graciosa e que a predestinação aponta para indivíduos e tentar fugir de suas implicações com subterfúgios interpretativos é arrumar confusão, para si e para os ouvintes/leitores.

Soli Deo Gloria

90 comentários:

  1. Não sei como é o entendimento do Malafaia a respeito da doutrina da Eleição Corporativa, mas eu sigo esta doutrina por considerá-la a mais fiel às Escrituras. Lutar contra esta doutrina e levantar inúmeras objeções a ela é perda de tempo, já que a eleição da nação de Israel é claramente corporativa. Aliás, me atrevo a dizer que a doutrina da Eleição Corporativa era tudo que Paulo conhecia. Se Paulo alterou este entendimento da eleição, ou melhor dizendo, Deus alterou o modo como escolhe os seus, é algo que os defensores da Eleição Incondicional, ou mesmo Condicional, devem fazer.

    Este entendimento da eleição traz inúmeras vantagens e nenhuma desvantagem (que eu tenha conhecimento). Ela não sofre das objeções levantadas contra a Eleição Incondicional e Condicional. Não torna Deus caprichoso, de caráter duvidoso, nem faz a eleição depender da ação do homem.

    Há com certeza inúmeras pessoas que fazem objeções à Eleição Corporativa. Mas quase sempre, senão sempre, essas objeções são feitas por falta de entendimento da doutrina. A objeção mais comum é que a Eleição Corporativa é a eleição de um grupo, sem nenhum indivíduo. Isso não é verdade.

    Bem, por enquanto é só. Se surgir outra oportunidade, comento mais.

    ResponderExcluir
  2. "Que a eleição e a predestinação se realizam antes da pessoa crer é ensinado tanto por Efésios como por Romanos"

    Sim, ninguém questiona esse ponto. Mesmo porque, a escolha está baseada no sacrifício de Jesus e não em nós mesmos. A grande questão é a quem se refere o "nos": “Deus NOS escolheu nele antes da criação do mundo”.

    Em Tito, Paulo escreveu:

    "Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,

    Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente,

    Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo;

    O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um POVO seu especial, zeloso de boas obras."

    ResponderExcluir
  3. As Escrituras não falam de eleição individual. Quando Elas falam de eleição, é sempre de um grupo. Estou excluindo, logicamente, a eleição para serviço, já que os apóstolos e Paulo, por exemplo, foram escolhidos individualmente.

    A forma plural ou singular associado ao grupo eleito, antes que um problema, como foi sugerido no artigo, é sua maior força. O fato das Escrituras sempre falarem de um grupo eleito - se singular ou plural, isso não importa, já que ao se falar de um grupo as duas formas são possíveis - é o grande "trunfo" da Eleição Corporativa.

    Também não conheço o entendimento do André para falar muito sobre suas opiniões, mas ele foi preciso em dizer que a eleição definitivamente é "em Cristo". Qualquer teologia que enfraquece esta verdade deve ser imediatamente rejeitada. Deus nos elegeu em Cristo. É por estar em Cristo, e não separado dele, que alguém é eleito.

    ResponderExcluir
  4. Parabéns pelo artigo, Clóvis!

    Bem equilibrado, ponderado, lógico e acima de tudo bíblico!
    Não posso negar que eu na parte que diz: "Tem certa predileção pela polêmica e diz o que pensa, embora muitas vezes pareça não pensar no que diz."

    O Silas, infelizmente, parece ser o tipo de pessoa que crê que convicção é sinônimo de grito; que persuade mais com o modo de falar do que argumentos fundamentados. Mais com ameaças e zombaria (ao meu ver, uma forma externa e falsa de convencer (e que infelizmente funciona!!!)), do que com argumentação forte e confrontadora, altamente bíblica.

    O fato dele ter tanta credibilidade entre os brasileiros evangélicos, mostra que infelizmente o nosso nível de conhecimento da Palavra está baixo... <=/

    Mas mudando de assunto, Clóvis, ví um erro "letral" no texto: Na parte que diz "predestinados estarem no plurar em Efésios", seria "predestinados estarem no plural em Efésios", né?

    Grande abraço, em Cristo.

    ResponderExcluir
  5. Uma grande 'salada', Silas Malafaia? nem vale a pena comentar o que ele diz, "Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova. Mateus 15:14". a respeito da eleição, fico com todos que "vem e apertam a minha mão": Jesus de Nazaré o Cristo
    Apóstolo Paulo
    Apóstolo Pedro
    Apóstolo João
    Apóstolo Lucas
    Apóstolo Mateus
    Apóstolo Tiago, Filho de Zebedeu
    Apóstolo Judas Tadeu
    Agostinho de Hipona (354-430)
    Próspero de Aquitaine (390-466)
    Gottschalk (805-869)
    Pedro Lombardo (1100-1160)
    John Wyclif (1330-1384)
    John Huss (1369-1415)
    Johannes Oecolampadius (1482-1531)
    Martin Bucer (1491-1551)
    Peter Martir (1499-1562)
    John Gutenberg (1390-1468)
    Girolamo Savonarola (1452-1498)
    Martinho Lutero (1483-1546)
    Philipp Melanchthon (1497-1560)
    Ulrico Zuínglio (1484-1531)
    William Tyndale (1494-1636)
    João Calvino (1509-1564)
    John Knox (1514-1572)
    Úlrico Zwinglio (1484-1531)
    Henry Jacob (1563-1624)
    Richard Sibbes (1577-1635)
    Geoge Fox (1624-1691)
    John Bunyan (1628-1688)
    Isaac Watts (1674-1748)
    John Owen (1616-1683)
    Irmão Morávios (Seculo XVIII)
    Jonathan Edwards (1703-1758)
    John Wesley (1703-1791)
    George Whitefield (1714-1770)
    William Carey (1761-1834)
    Hudson Taylor (1832-1905)
    Charles Sporgeon (1834-1892)
    Dwight L. Moody (1837-1899)
    Richard Baxter (1615-1691)
    Henry Scougal (1650 - 1678)
    Matthew Henry (1662-1714)
    Samuel Bolton (1606-1654)
    Thomas Goodwin (1600-1680)
    D.M. Loyd Jones (1899-1981)
    John Piper
    R.C. Sprool
    John Macarthur
    D.A. Carson
    Hernandes Dias Lopes
    Ricardo Agreste
    Bob Dickie
    Clodoaldo Machado
    Don Kistler
    Stuart Olyott
    Matt Schmucker
    Joel Beeke
    Augusto Nicodemos

    SOLA GRATIA

    ResponderExcluir
  6. Graça e paz irmão Clovis!

    Aprecio e muito a sua perspicácia, o modo como você expõe as verdades de Deus. A eleição de Deus é definitiva, ele escolheu um povo (assim como escolheeu a nação de Israel no passado) e este povo é a sua Igreja. O que muitos não discernem é que este povo eleito é composto por pessoas eleitas individualmente, por isso todos os eleitos constituem o "povo eleito". Não é em vão que Jesus compara o seu povo a um rebanho. Ora, quando ele diz minhas ovelhas, meu rebanho, está se referindo tanto no "geral" quanto indivudualmente. As ovelhas pertencem a ele porque já pertenciam ao Pai (João 10.29 / João 6.37). E ele trata com cada uma e não somente com a multidão (João 10.3). Então não venham com esse fraco argumento de dizer que a eleição é meramente coorporativa, isso são deduções humanas, usadas para tão somente escurecer o desígnio de Deus e negar sua autoridade e soberania.
    O Malafaia em outra "mensagem" que ele pregou a alguns anos atrás sobre a predestinação usou outro argumento, dizendo que o texto de Romanos 8.29,30 se referia a predestinaçao e eleição de Israel. Isso revela a profundidade da falta de conhecimento ou a obstinação do coração dele. Mas graças a Deus que nesses últimos tempos as verdade eternas tem sido reavivadas, muitos estão se insurgindo contra esse sistema corrupto e apóstata que tem negado a soberania de Deus, e vejo com alegria como um remanescente tem sido erguido em meio essa geração para conclamar á plenos pulmões: Deus é soberano!

    Ir. Samuel
    Soli Deo Gloria.

    ResponderExcluir
  7. Concordo com o Samuel Balbino. É impossível eleger um povo, sem escolher um a um...

    Jesus chama as ovelhas "pelo nome".

    O "um a um" forma um povo. Não existe outra forma de fazer isso.

    ResponderExcluir
  8. Anderson, paz!

    Ai, ai, ai...

    Sua lista... essa lista sua...

    Bom, sobre JC me aponte onde ele cornfirma a sua crença.

    Acerca dos apóstolos, como você prova que João e Mateus corroboram com sua crença.

    Sobre os apóstolos Tiago, Filho de Zebedeu, e Judas Tadeu, em que texto eles dizem o que você diz?

    E Lucas, que nunca fora chamado de apóstolo, fundamenta sua crença em qual lugar?

    Quanto a Paulo, o que ele diz e que parece lhe corroborar, apenas, coitado, é circunscrito às lentes interpretativas calvinistas.

    Pedro, este fala de eleição segundo presciência (1Pe 1:2).

    Quanto aos demais nomes, são todos intérpretes, e não donos da verdade.

    Acho que é isso.

    ResponderExcluir
  9. Paulo Cesar Antunes,

    Paz seja contigo. Você afirmou "Não sei como é o entendimento do Malafaia a respeito da doutrina da Eleição Corporativa, mas eu sigo esta doutrina por considerá-la a mais fiel às Escrituras."

    Devo considerá-lo menos arminianista do que pensava? Pois, salvo engano, Armínio advogava a eleição pela presciência. Estou certo nisso? Se não, poderia esclarecer, já que está mais familiarizado do que eu com as posições dele?

    Quando ao mais que disse, vou considerando na medida que o tempo for permitindo.

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  10. É verdade, Zwínglio. Minha lista de defensores da minha doutrina da eleição seria bem modesta. Nela eu incluiria, se ousasse fazer uma, Jesus, Paulo, Pedro e acho que é só.

    A longa lista apresentada é realmente impressionante, particularmente àquele que dá muito valor a argumentos históricos ou número de cabeças.

    Mas eu sinceramente não sei o que "John Wesley (1703-1791)" está fazendo no meio desse povo todo.

    E a incompreensão sobre a Eleição Corporativa continua, como já esperava. É claro que a Eleição Corporativa envolve indivíduos. Ela não é um grupo vazio, sem ninguém dentro. É um grupo de indivíduos, "um a um". Ela não é "meramente corporativa". A eleição, seja para mim ou para qualquer calvinista, é individual e corporativa. A diferença é sobre qual aspecto é primário, o individual ou o corporativo, e eu creio que é o corporativo.

    Afirmar que a Eleição Corporativa é um absurdo é um absurdo (O "é um absurdo" duplicado foi intencional). Seria o mesmo que afirmar que as Escrituras contêm absurdos.

    A eleição de Israel foi corporativa. Elege-se um representante e todos aqueles que estão debaixo desse representante são eleitos. Os israelitas não foram eleitos individualmente para se formar um povo. Deus escolheu Jacó para dele formar um povo. Essa é toda a doutrina da Eleição Corporativa.

    A eleição dos crentes não é diferente. Elege-se um representante, Cristo, e todos aqueles que estão debaixo desse representante, os crentes, são eleitos.

    A questão é muito simples, na verdade. O problema é que ocidentalizamos demais a teologia de Paulo.

    ResponderExcluir
  11. PCA,

    As eleições de Israel e dos Cristãos, como você mostrou, não batem. Não são iguais.

    Por exemplo: Segundo você, a eleição de Israel se dava assim: "Elege-se um representante e todos aqueles que estão debaixo desse representante são eleitos."* Ou seja, eu não escolhia se eu era um Israelita ou não. Nasci de descendentes de Abraão? Então sou Israelita, querendo eu ou não.

    Jesus não deixou descendentes físicos. Ou seja, a pessoa não nasce "Cristão". Em certo momento de sua vida, há a conversão, há a fé; e a pessoa se torna cristã.

    Sei que você é bem-informado, sei que você sabe disso. O que estou querendo afirmar é que, se existem 2 eleições, 1 no AT e 1 no NT, elas não funcionam da mesma forma.

    O que provava que alguém era um eleito em uma era a descendência física. Na outra, a fé (Gálatas 3.7); logo segue-se que são eleições diferentes, feitas de formas diferentes, com naturezas diferentes.

    Então, a "eleição" do AT da forma como apresentada não serve de argumento para a eleição corporativa no NT.


    Abração

    *OBS: O que discordo

    ResponderExcluir
  12. Clóvis,

    Devo considerá-lo menos arminianista do que pensava?


    Penso que não. Explico em seguida.

    Pois, salvo engano, Armínio advogava a eleição pela presciência. Estou certo nisso? Se não, poderia esclarecer, já que está mais familiarizado do que eu com as posições dele?

    A eleição dos crentes em Arminius é tanto corporativa como individual. Em sua Declaração de Sentimentos, ele deixa claro a precedência do grupo sobre o indivíduo. O primeiro passo no decreto da eleição de Deus é o propósito de salvar aqueles que se arrependessem e cressem em Cristo (os crentes como um todo), e um segundo seria salvar pessoas específicas baseado em sua presciência da fé ou incredulidade. São parecidos, mas não são iguais. No primeiro passo, é o desejo de Deus que o seu povo fosse formado por crentes. No segundo, pessoas específicas são individualmente consideradas.

    Eu diria que é possível extrair de Arminius uma doutrina da Eleição Corporativa. Logicamente ele não usava termos que usamos hoje em dia, mas a ideia, ou o princípio dela, já se encontrava em seus escritos.

    É quase como acontece com Calvino. Infra, Supra e Sub, de 4 ou 5 pontos, todos alegam encontrar apoio em Calvino. Com Arminius não é diferente. Há inclusive quem diga que é possível encontrar Molinismo em Arminius.

    Quando ao mais que disse, vou considerando na medida que o tempo for permitindo.

    Agradeço.

    ResponderExcluir
  13. Paulo Cesar Antunes,

    Obrigado por seu esclarecimento sobre a posição de Armínio. Quero eu próprio ter um tempo para pesquisar um pouco mais diretamente em seus escritos.

    À primeira vista, uma eleição corporativa e de indivíduos pela presciência não são, digamos, conflitantes? Pois em se tratando de Deus, Seu conhecimento é simples. Se num mesmo "ato" Ele tanto antevê tanto o grupo que será salvo quanto cada indivíduo que fará parte deste grupo, não pode haver diferença real entre uma coisa e outra.

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  14. Paulo César Antunes,

    Dando mais um passinho na nossa conversa, sem ignorar os demais comentários, mas seguindo uma ordem para não se perder.

    "Lutar contra esta doutrina [eleição corporativa] e levantar inúmeras objeções a ela é perda de tempo, já que a eleição da nação de Israel é claramente corporativa. Aliás, me atrevo a dizer que a doutrina da Eleição Corporativa era tudo que Paulo conhecia".

    Se me permite, é um atrevimento e tanto. Pois fazer afirmações categóricas sobre o que alguém conhece ou desconhece é coisa para oniscientes. Mas enfim, dizer que a eleição de uma nação é "claramente corporativa" é afirmar o óbvio. Assim como o é dizer que a eleição da nação de Israel é individual, quando considerada individualmente entre as nações, pois dentre todas, apenas uma foi escolhida.

    Mas a questão é: a eleição para a salvação é corporativa, no sentido de que é escolhido um povo sem considerar no mesmo ato cada indivíduo que compõe esse povo? Responder afirmativamente é comprometer a onisciência divina.

    "Se Paulo alterou este entendimento da eleição, ou melhor dizendo, Deus alterou o modo como escolhe os seus, é algo que os defensores da Eleição Incondicional, ou mesmo Condicional, devem fazer."

    Primeiro, deve-se provar a tese de que Paulo desconhecia eleição que não fosse corporativa. Depois, obtido sucesso neste intento, se Deus alterou esse conhecimento de Paulo. Faça a primeira parte que tento fazer a segunda.

    "Este entendimento da eleição traz inúmeras vantagens e nenhuma desvantagem (que eu tenha conhecimento). Ela não sofre das objeções levantadas contra a Eleição Incondicional e Condicional. Não torna Deus caprichoso, de caráter duvidoso, nem faz a eleição depender da ação do homem."

    Quais seriam essas vantagens?

    "Há com certeza inúmeras pessoas que fazem objeções à Eleição Corporativa. Mas quase sempre, senão sempre, essas objeções são feitas por falta de entendimento da doutrina."

    Poderia enunciá-la para que eu veja se tenho um entendimento errado dela antes de levantar as objeções?

    "A objeção mais comum é que a Eleição Corporativa é a eleição de um grupo, sem nenhum indivíduo. Isso não é verdade."

    Bom, parece que aqui é você que não entendeu a objeção. De qualquer modo, espero ver sua formulação da doutrina da eleição corporativa, para então ver se tenho objeções a apresentar.

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  15. Neto,

    As eleições de Israel e dos Cristãos, como você mostrou, não batem. Não são iguais.


    Eu não disse que elas são iguais. Quis dizer que elas possuem aspectos semelhantes. Que não são iguais pode-se ver pelo fato que a eleição no AT era uma questão de identidade étnica, e agora não. Mas quer ver como elas são semelhantes?

    Se antes era uma questão de nascimento físico, agora também é uma questão de nascimento, só que espiritual. Elas são semelhantes, mas não são iguais.

    Eu não escolhia se eu era um Israelita ou não. Nasci de descendentes de Abraão? Então sou Israelita, querendo eu ou não.

    Sim, obviamente.

    Sei que você é bem-informado, sei que você sabe disso. O que estou querendo afirmar é que, se existem 2 eleições, 1 no AT e 1 no NT, elas não funcionam da mesma forma.

    Posso até concordar, desde que você não me diga que elas não funcionam, em nenhum aspecto, da mesma forma. Tenho certeza que você não diria isso, então creio que discordaríamos de até que ponto elas funcionam da mesma forma. Que elas possuem semelhanças, isso não resta dúvidas. Agora, quais seriam elas?

    O que provava que alguém era um eleito em uma era a descendência física. Na outra, a fé (Gálatas 3.7); logo segue-se que são eleições diferentes, feitas de formas diferentes, com naturezas diferentes.

    Não tenho dúvidas disso.

    Então, a "eleição" do AT da forma como apresentada não serve de argumento para a eleição corporativa no NT.

    Devido às suas inúmeras semelhanças, eu diria que ela serve - e como serve! - como argumento para a Eleição Corporativa no NT.

    ResponderExcluir
  16. Uma coisa que eu discordei do PCA, é que eu creio que a eleição para a Salvação, tanto no AT quanto no NT, são indíviduais. A eleição para serem uma nação é que é corporativa.

    "Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência."

    ResponderExcluir
  17. Clóvis,

    À primeira vista, uma eleição corporativa e de indivíduos pela presciência não são, digamos, conflitantes? Pois em se tratando de Deus, Seu conhecimento é simples. Se num mesmo "ato" Ele tanto antevê tanto o grupo que será salvo quanto cada indivíduo que fará parte deste grupo, não pode haver diferença real entre uma coisa e outra.


    O que você quer dizer por "diferença real"? Há uma diferença, só que de orientação. Uma é primária e outra é secundária. Os calvinistas dizem o mesmo, só que a orientação primária é a individual, seguida pela corporativa. Se a minha visão possui uma "diferença real" (seja lá o que você quer dizer com isso), a sua também possui, a não ser que você descarta completamente o lado corporativo da eleição, o que eu duvido muito.

    Se me permite, é um atrevimento e tanto. Pois fazer afirmações categóricas sobre o que alguém conhece ou desconhece é coisa para oniscientes.

    Não precisa ser onisciente. Dados históricos nos oferecem uma boa ajuda.

    Mas enfim, dizer que a eleição de uma nação é "claramente corporativa" é afirmar o óbvio. Assim como o é dizer que a eleição da nação de Israel é individual, quando considerada individualmente entre as nações, pois dentre todas, apenas uma foi escolhida.

    O que eu concordo plenamente. O que interessa, volto a dizer, é o que é primário, o aspecto individual ou corporativo. Deus escolheu os israelitas individualmente para deles formar um povo? Não, então o aspecto primário foi o corporativo.

    Mas a questão é: a eleição para a salvação é corporativa, no sentido de que é escolhido um povo sem considerar no mesmo ato cada indivíduo que compõe esse povo? Responder afirmativamente é comprometer a onisciência divina.

    Se está querendo saber se há uma diferença, sei lá, de tempo ou de conhecimento entre um aspecto e outro, a resposta é simples: é óbvio que não.

    Primeiro, deve-se provar a tese de que Paulo desconhecia eleição que não fosse corporativa. Depois, obtido sucesso neste intento, se Deus alterou esse conhecimento de Paulo. Faça a primeira parte que tento fazer a segunda.

    Vamos fazer assim: o aspecto primário da eleição de Israel foi corporativo ou individual? Entrando num acordo, quem afirmar um ponto de vista diferente deve "fazer a primeira parte", já que seria este que estaria afirmando um ponto de vista contrário ao então conhecido.

    Quais seriam essas vantagens?

    Eu já enumerei algumas. Quer outras, é isso?

    Poderia enunciá-la para que eu veja se tenho um entendimento errado dela antes de levantar as objeções?

    Você já levantou uma e eu também já citei a mais comum. A eleição é feita num ato simples, embora aspectos dela são feitos de forma ordenada, sequencial e lógica. E a Eleição Corporativa envolve indivíduos. Ela não é meramente uma ideia abstrata.

    Bom, parece que aqui é você que não entendeu a objeção. De qualquer modo, espero ver sua formulação da doutrina da eleição corporativa, para então ver se tenho objeções a apresentar.

    Estou traduzindo um texto sobre o assunto. Logo que terminar, eu passo o link. Uma explicação não é coisa para algumas linhas. Mas, sempre que puder, vou desenvolvendo o tema.

    ResponderExcluir
  18. Neto,

    Uma coisa que eu discordei do PCA, é que eu creio que a eleição para a Salvação, tanto no AT quanto no NT, são indíviduais. A eleição para serem uma nação é que é corporativa.


    Quer dizer que você "descarta completamente o lado corporativo da eleição"? A Igreja é uma entidade corporativa. Não tem como evitar essa conclusão. Pode-se salientar o aspecto individual sobre o corporativo, mas não evitar falar da eleição da Igreja em termos corporativos. A Igreja não é um bando de indivíduos independentemente considerados. Eles formam um corpo. Deus não elegeu os seus sem qualquer relação com estar em Cristo, ser um membro de seu corpo, ou seja, da Igreja.

    Mas a própria eleição é, também, individual. Não estou negando este lado.

    ResponderExcluir
  19. Em se tratando da igreja, só o fato do Filho de DEUS conhecer suas ovelhas NOME POR NOME (Jo 10:3) já é motivo claro e suficiente para afirmarmos que a eleição é individual.

    Ele conhece suas ovelhas NOME POR NOME, UMA A UMA, CADA UMA EM ESPECÍFICO, CADA CORAÇÃO INDIVIDUAL...

    Esse negócio de "eleição corporativa" da igreja no sentido de negar a eleição individual se assemelha com os donos de grandes empresas capitalistas que enxergam os seus empregados não em caráter individual e sim coletivamente, por esta razão não existe uma relação afetuosa e direta entre patrão-empregado nestas corporações.

    Como a igreja é o corpo de Cristo e não uma simples corporação e muito menos uma empresa, nosso Senhor conhece aqueles que estão ao seu serviço NOME POR NOME e possui com cada um deles uma relação direta.

    Defender a eleição corporativa da igreja em detrimento da eleição individual é, em outras palavras, afirmar que DEUS não trata os membros do seu corpo numa relação direta com cada um deles, logo "desmembrá-los" (ou se mutilar) é simples, como ELE não pensou em indivíduos quando elegeu a igreja na eternidade se preocupando somente com o corporativo o membro que foi mutilado pode perfeitamente ser substituido por outrem, ou não!

    É assim que eu entendo quando alguém afirma que DEUS elegeu uma igreja no sentido corporativo negando veemente a eleição individual realizada na eternidade por aquELE que tudo conhece.

    ResponderExcluir
  20. PCA,

    Não descartei o lado corporativo da eleição no NT. Apenas acho que o "corporativismo" do AT e do NT são diferentes. O "corpo" da nação (etnia) Israelita era formado de crentes e impios. Já o "corpo" dos cristãos é formado apenas de crentes.

    Isso muda muita coisa.

    ResponderExcluir
  21. Aproveitando o comentário do Neto.

    Também não nego a eleição corporativa da igreja, mas sabendo muito bem que a eleição corporativa dependeu da eleição individual.

    ResponderExcluir
  22. Penso o mesmo, Neto.

    Não vou estender muito porque o assunto aqui é "Silas Malafaia e a Predestinação". Eu não sei nada sobre ele além do que já foi dito aqui.

    ResponderExcluir
  23. Não conheço nenhum livro em português que trata, além daquelas definições básicas, da questão da Eleição Corporativa. Em inglês eu até que poderia indicar um bocado.

    Parece que o Russel Shedd é defensor dessa noção da eleição. Embora não tenha lido o livro "A Solidariedade da Raça: O Homem em Adão e em Cristo", senão algumas resenhas, Russel Shedd fala do conceito de "solidariedade corporativa", essencial à noção da Eleição Corporativa. E ele admite, neste livro, defender a Eleição Corporativa.

    Herman Ridderbos, um teólogo reformado, dá bastante ênfase ao aspecto corporativo de várias partes da teologia de Paulo.

    Eu ainda citaria o também reformado Douglas J. Moo, que em sua "Epistle to the Romans", dá destaque ao aspecto corporativo da eleição sobre o aspecto individual.

    Não citei nenhum arminiano para não parecer suspeito. Pelo que tenho lido, é cada vez mais crescente o número de estudiosos do NT que defende o conceito da Eleição Corporativa.

    O Clóvis me diz que "dizer que a eleição de uma nação é 'claramente corporativa' é afirmar o óbvio". Na verdade, não há nada de óbvio nisso. É óbvio que uma nação é uma entidade corporativa, não que a eleição de uma nação é claramente corporativa. Mas que a eleição de Israel é claramente corporativa é vista pelo fato, não de que uma nação é uma entidade corporativa, mas de que os israelitas não foram escolhidos individualmente, mas compartilham da eleição de Jacó, seu "representante corporativo".

    Eu disse que "a doutrina da Eleição Corporativa era tudo que Paulo conhecia", e o Clóvis me disse que eu teria que ser onisciente para fazer esta afirmação. Na verdade, como eu já respondi, se você conhece fatos históricos, não há nenhuma necessidade de ser onisciente. Ninguém precisa ser onisciente para saber que Calvino não sabia nada sobre Lógica de Programação.

    Mas, a fim de limpar a minha fama de "atrevido", cito novamente Moo: "Paulo herdou das Escrituras e sua herança judaica o ensino de uma eleição corporativa de todo Israel" (p. 738) (link aqui).

    ResponderExcluir
  24. André,

    Paz seja contigo.

    "A grande questão é a quem se refere o "nos": “Deus NOS escolheu nele antes da criação do mundo”."

    Creio que neste caso temos que procurar a quem Paulo se refere como nós na própria carta aos Efésios. Pois sendo as epístolas ocasionais, os destinatários e pessoas referidas podem variar de uma para outra. Sendo assim, vejamos em Efésios quem é esse nós.

    Na carta, Paulo distingue "nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder" (1:19) dos "filhos da desobediência" (2:2). Quando diz "nos" ou "nós", está se referindo aos que creem (1:1; 1:19) e esperam em Cristo (1:12), que foram vivificados com Ele (2:5; 2:6) e abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais (1;3).

    Obviamente, esta é a descrição de alguém que foi chamado e jsutificado e que está sendo santificado pelo Espírito Santo, e não dos pecadores em geral. Esses são referidos por Paulo como "os outros" (2:3). Esses são descritos como andando nos desejos da carne e por natureza filhos da ira (2:3), nos quais opera, não o Espírito de Deus, mas espírito do "príncipe das potestades do ar" e estão "entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração" (4:18).

    Portanto, o "nos" óbvia e indiscutivelmente se refere aos crentes e não ao mundo em geral. A questão é se o uso do "nos" remete para a eleição corporativa é outro ponto. Para isso, recomendo a leitura do artigo "Eleição Corporativa".

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  25. Paulo Cesar Antunes,

    "As Escrituras não falam de eleição individual"

    "Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha" Rm 16:13

    "Também não conheço o entendimento do André para falar muito sobre suas opiniões, mas ele foi preciso em dizer que a eleição definitivamente é "em Cristo". Qualquer teologia que enfraquece esta verdade deve ser imediatamente rejeitada. Deus nos elegeu em Cristo. É por estar em Cristo, e não separado dele, que alguém é eleito."

    Estamos de acordo quanto a eleição ser em Cristo. Seja individual ou corporativa, a eleição só é eleição se for em Cristo. Porém, o estar em Cristo não precede a eleição.

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  26. Neto,

    "Mas mudando de assunto, Clóvis, ví um erro "letral" no texto: Na parte que diz "predestinados estarem no plurar em Efésios", seria "predestinados estarem no plural em Efésios", né?"

    É que eu sou do interiol, rsrs

    Vou corrigir.

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  27. Anderson,

    Como diz Sproul, a verdade não é estabelecida contando narizes. Mas é uma lista e tanto e considerando a envergadura espiritual e doutrinária desses homens, não deveríamos descartar o que eles criam sobre a eleição, sem dar máxima consideração ao que escreveram.

    Por outro lado, os arminianos teriam uma lista para colocar no outro prato da balança. Mas, não obstante o profundo respeito que tenho por alguns arminianos como John Wesley, não acredito que a lista teria o mesmo "peso".

    De qualquer modo, por mais impressionante que a lista seja, não decide a questão.

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  28. Samuel,

    Soli Deo Glória. Estamos juntos no entendimento de que a eleição de indivíduos forma um povo eleito. E que a eleição de um povo é feita considerando-se cada indivíduo que comporá esse povo. A eleição corporativa só faz sentido desconsiderando-se a onisciência divina.

    Deus é Soberano em Sua escolha!

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  29. Paulo,

    Você me lembrou que deixei o livro "A solidariedade da graça" "cortado" na estante. Na página 100, para ser preciso. Vou pular para a página 123, e ler o capítulo "A solidariedade da nova humanidade em Cristo" e ver o que ela diz sobre o tema em debate, postarei aqui o que for relevante.

    Enquanto isso, andaremos passo a passo na nossa conversa.

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  30. Clovis,

    a paz!

    Aparentemente, pela sua visão, o sacrifício de Jesus é uma consequência do fato de Deus ter escolhido alguns. Para mim, essa é uma visão bem humanista, pois coloca alguns privilegiados como causa da morte do Filho de Deus.

    Eu penso que a morte do Senhor Jesus é a causa da existência dos eleitos e não uma consequência da eleição.

    a paz de Cristo!

    ResponderExcluir
  31. Clóvis,

    "Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha" Rm 16:13


    Este não é um exemplo de eleição individual. Paulo não está revelando como Rufo foi eleito. Ele apenas está chamando Rufo de eleito. Qualquer um que pertence ao grupo eleito pode ser chamado de eleito, sem com isso significar que sua eleição não se deu em conexão com o grupo.

    Estamos de acordo quanto a eleição ser em Cristo. Seja individual ou corporativa, a eleição só é eleição se for em Cristo. Porém, o estar em Cristo não precede a eleição.

    Obviamente, esteja você falando de lógica ou tempo. Mas eu gostaria de conhecer o entendimento da expressão "ser eleito em Cristo". O que exatamente significa isso a um calvinista?

    A eleição corporativa só faz sentido desconsiderando-se a onisciência divina.

    O fato de, para você, a Eleição Corporativa fazer sentido somente desconsiderando a onisciência divina não invalida a doutrina. Entre outras hipóteses, poderia provar uma dificuldade pessoal de entender como as duas se relacionam.

    Mas eu mesmo não vejo dificuldade nenhuma. "Quando" Deus escolheu o grupo, ele sabia quais e quais pessoas fariam parte dele. A questão se resume a: o que vem primeiro, o aspecto individual ou corporativo?

    Você me lembrou que deixei o livro "A solidariedade da graça" "cortado" na estante. Na página 100, para ser preciso.

    Por que parou? Ele é tão chato assim? Me pareceu tão interessante. No site da Vida Nova é dito que "de seus estudos já publicados, este é um dos mais profundos".

    ResponderExcluir
  32. Paulo,

    Apenas telegrafando. O livro realmente é profundo e a leitura interessante. Porém tenho o costume de ler vários livros ao mesmo tempo e isso me leva, às vezes, deixar alguns "cortados", a espera de uma retomada.

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  33. Achei oportuno comentar um pouco sobre a predestinação e a eleição.
    Calvino ensinou que Deus não somente previu a queda do homem, mas a previu porque ordenou por Seu decreto, a fez de acordo com Sua própria decisão. (Institutas III, 23,7.
    Não seria tal visão uma afronta à total benevolência de Deus? E o atributo da benevolência é ensinado na Escritura. O calvinismo moderado já não defende a visão de que tanto os fins quanto os meios foram predestinados eternamente por Deus, ou seja, a condenação e o pecado. É conhecido que Santo Agostinho tratou da predestinação ao céu, enquanto Calvino levou a doutrina à conclusão da dupla predestinação - incluindo a danação. Tal parece ter sido a ideia de Calvino, mas não somente dele, pois as premissas lançadas por Lutero logicamente aprovam tal conclusão.
    O Calvinismo possui lógica interessante perpassando todo o seu sistema. Contudo, tal lógica é consistente em detrimento da bondade de Deus. Na doutrina calvinista o réprobo não pode agir ou escolher diversamente daquilo que escolhem. Desse modo, a dupla predestinação é injusta por não aplicar-se igualmente a todos os homens. Quem é você para tornar Deus um caprichoso e injusto tirano? Deus não pode estar em conflito com a leis da moralidade as quais Ele nos revelou. Nem mesmo se tal apresentação de Deus tem por objetivo salvaguardar sua Soberania.
    Há quem teve a opinião teológica, como Beza, de que Deus decretou salvar alguns e reprovar outros, antes de resolver criá-los. Depois, criou-os segundo o primeiro decreto, fazendo também decretado que todos caiam em pecado, por Sua permissão, mas obedecendo ao decreto de que somente os predestinados à salvação seriam salvos. Essa doutrina é defendida pelo hiper-calvinismo. Talvez não é essa a visão do Cinco Solas. O augustinianismo ensina que da massa caída da humanidade Deus elegeu alguns para a salvação, enquanto outros são ordenados à eterna morte por justa punição por seus pecados, o que constitui a visão infralapsariana, que foi adotada no Sinodo de Dort, em 1618-19.
    Calvino ensinou que a eleição é incondicional aos indivíduos que serão salvos. Também ensinou que o decreto de perdição precede o demérito. Isso coloca Deus, logicamente, como o autor do pecado, pois faria a criatura obrigatoriamente pecadora, sem a graça, a qual nunca poderia ser aceita, e a salvação nela nunca seria realizada, sendo a punição uma condição única.
    Seria tal doutrina impopular, principalmente na época atual, uma evidência de que a sensibilidade do homem a rejeita? Que dizer da explicação de que a predestinação dupla tem como fundamento o soberano bom prazer de Deus? Não é ferir a razão tal única “explicação” de Calvino? Ainda mais numa época em que o hedonismo tem se manifestado como fruto das doutrinas anti-cristãs que moldaram o pós-modernismo.
    Deus é Soberano é age segundo Sua Vontade, de acordo com o Seu caráter eterno de Justiça e Bondade. Em Seu decreto eterno incluiu o homem livre, sem exceção, depois de receber a graça da salvação, sem imposição, através do Seu chamado. Sabendo que muitos oporiam, nessas circunstâncias, obstáculo ao chamado Seu, que foi o Autor desse plano de salvação, que incluía o homem livre após envolvimento pela graça, Ele decretou que aqueles que ofereceram livre vontade de aceitar o chamado da graça fossem eleitos para a salvação. Ele quis permitir a aceitação ou a rejeição, sendo Sua Vontade a base e fundamento do Plano, sem culpa alguma pela escolha do homem. Os outros que rejeitariam a graça foram predestinados à perdição por seus pecados.
    Gostaria que vocês, Clóvis e Neto, pudessem tecer alguns comentários com relação à minha posição, ao mesmo tempo em que esclarecem a de vocês, como é de costume dos comentários de vocês no Cinco Solas.

    ResponderExcluir
  34. Caro Gledson

    Em seu comentário você citou muitas coisas, personalidades históricas, referências extra bíblicas, rótulos teológicos e acrescentou seu senso lógico de justiça para apontar injustiça da parte de Deus ao eleger um número fixo de homens que serão recipientes da sua graça ao passo que condenará os demais, no entanto as escrituras sagradas em nenhum momento fora apontada pela sua pessoa para provar aquilo que se quer provar.

    Meu caro, se for para falarmos de lógica utilizando de premissas pragmáticas para apontar injustiça da parte de Deus quando ele age deste ou daquele modo o nosso fim poderá ser o ateísmo, ou o menos trágico teísmo aberto.

    Pela lógica humana Deus pode ser visto como tirano e cruel em qualquer caso quando ele imputa sua justiça sobre o homem ao condená-lo.

    Afinal de contas, como você enxerga um ser que cria o homem, dota ele com livre-arbítrio e plena capacidade neutra para escolher entre condenação e salvação sem lhe dar uma terceira opção por isso (um livre arbítrio bem limitado não? Só tem duas opções...) sabendo perfeitamente pela onisciência que ele possui que o tal certamente perecerá e mesmo assim o mandar para este mundo para que no dia do juízo ele seja condenado?

    Você, com seu senso lógico de justiça apontaria injustiça da parte de Deus neste caso?

    Bem, já que a lógica esta sendo usada vamos aprofundar mais...

    Imagina uma pessoa que você diz amar de todo o seu coração a tal ponto de dar-lhe a vida por ela.

    Você sabe perfeitamente que, caso você a mande para determinado lugar ela certamente perecerá, e você não tem dúvida nenhuma disso, pergunto:

    Em posse desse conhecimento você mandaria esta pessoa que você tanto ama para um lugar que você sabe que ela vai perecer sem ao menos lhe dar a opção de não ir ou simplesmente não manda-la para lá por amor que você tem a ela?

    Você tem filhos?

    Mandaria um deles para viver num ambiente cheio de traficantes e bandidos sabendo que ele, naquele lugar, vai inevitavelmente perecer?

    Sinceramente, você faria isso?

    Alguem aprovaria sua atitude? Não reclamariam injustiça da sua parte?

    Afinal de contas Deus deu “livre-arbítrio” para o homem escolher não vir ao mundo deixando muito bem claro para ele que nesta terra ele vai certamente perecer no lago de fogo e enxofre?

    Dito popular: “Quem pediu para nascer?”

    Seu senso lógico de justiça apontará para injustiça da parte de Deus neste caso, ou o seu senso lógico de justiça aponta somente injustiça da parte de Deus quando Ele elege e predestina uma parte da raça humana aplicando condenação aos demais, tal como defendemos aqui no Cinco Solas?

    ResponderExcluir
  35. Pode ter certeza: De acordo com o senso lógico humano de bilhões de pessoas existe injustiça da parte de Deus pelo fato dele condenar suas criaturas, com ou sem livre-arbítrio, com ou sem eleição, com ou sem predestinação, em qualquer caso, situação e advento.

    Levando em consideração o senso lógico de justiça dos ateus, agnósticos, racionalistas, humanistas, universalistas e companhia limitada Deus ao condenar o homem é INJUSTO, e ponto final.

    Posto isto não acho muito prudente recorrer à nossa lógica para definir quando Deus é justo e quando Ele não é justo, haja visto o nosso senso lógico do mesmo variar de pessoa para pessoa e ser mutável de acordo com o tempo, época e lugar em que vivemos, portanto neste assunto vamos esquecer as personalidades históricas, o nosso senso lógico de justiça, o pragmatismo humano ao tentar explicar o caráter de Deus para com os homens e recorrer UNICAMENTE para as escrituras sagradas, ok?

    1 - E se pela nossa injustiça Deus aplaca-se a sua ira sobre a humanidade que na sua totalidade se achou injusta e culpada diante de Deus, Ele seria injusto?

    "E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? De maneira nenhuma..." Rm 3: 5-6

    2 - O que as escrituras sagradas dizem sobre eleição, que há injustiça da parte de Deus quando Ele assim procede?

    "Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? de maneira nenhuma. Pois dizia Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece." Rm 9: 14-16

    Bem, pelas escrituras não existe injustiça da parte de Deus:

    1 – Se Ele condenasse a absolutamente todos os homens.

    2 – Quando Ele elege e predestina para a salvação não vencendo a resistência dos demais, uma vez que Ele tem poder para isso.

    Já o senso de lógica humano aponta injustiça da parte de Deus em qualquer ocasião, com ou sem livre-arbítrio, com ou sem predestinação, com ou sem eleição.

    Então entre o senso de lógica humano e as escrituras sagradas, confiando na segunda jamais imputaríamos injustiça da parte de Deus quando ele condena o pecador baseado na sua justiça e salva o pecador baseado na sua graça.

    ResponderExcluir
  36. Gledson disse:
    "Seria tal doutrina impopular, principalmente na época atual, uma evidência de que a sensibilidade do homem a rejeita?"

    E a Palavra diz:
    "E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração;" Efésios 4.17 e 18

    "Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação." 1 Corintios 1.21

    O certo, Gledson, seria:
    "Seria tal doutrina impopular, principalmente na época atual, uma evidência de que a dureza do homem rejeita a Verdade de Deus?"

    ResponderExcluir
  37. Hélio e Neto:

    Deus é sempre justo, como nos revela o próprio Deus, na Bíblia. E nossa razão também está inclinada a crer nessa verdade, pois Deus é o Logos-Razão (João 1,1).

    Não apelo à razão somente, mas em primeiro e fundamental lugar à Escritura Sagrada.

    Faltou interagir mais com a última parte do que afirmei.

    "Deus é Soberano é age segundo Sua Vontade, de acordo com o Seu caráter eterno de Justiça e Bondade. Em Seu decreto eterno incluiu o homem livre, sem exceção, depois de receber a graça da salvação, sem imposição, através do Seu chamado. Sabendo que muitos oporiam, nessas circunstâncias, obstáculo ao chamado Seu, que foi o Autor desse plano de salvação, que incluía o homem livre após envolvimento pela graça, Ele decretou que aqueles que ofereceram livre vontade de aceitar o chamado da graça fossem eleitos para a salvação. Ele quis permitir a aceitação ou a rejeição, sendo Sua Vontade a base e fundamento do Plano, sem culpa alguma pela escolha do homem. Os outros que rejeitariam a graça foram predestinados à perdição por seus pecados. Gostaria que vocês, Clóvis e Neto, pudessem tecer alguns comentários com relação à minha posição, ao mesmo tempo em que esclarecem a de vocês, como é de costume dos comentários de vocês no Cinco Solas."

    Vamos às Escrituras.

    Onde está ensinada a "dupla predestinação" como ensina o calvinismo?

    Obrigado.

    ResponderExcluir
  38. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  39. Saudações!!!
    Infelizmente o homem afirma a verdade no começo de seu estudo mas não sustenta o que diz até o fim.
    Se eu posso escolher o que quero o que vou comprar o que prefiro por que quando se diz respeito a Deus o Senhor e Criador de tudo e de todos, na questão de tela então imponho limites as suas escolhas. Estranho não!!!
    Att
    Adriano

    ResponderExcluir
  40. Caro Gledson

    "Deus é sempre justo, como nos revela o próprio Deus, na Bíblia. E nossa razão também está inclinada a crer nessa verdade, pois Deus é o Logos-Razão (João 1,1)."

    De pleno acordo. Então você concorda comigo que não faz o menor sentido apontar injustiça da parte de Deus pelo fato dELE separar, eleger e predestinar um povo especial para si em Cristo Jesus nosso Senhor.

    É que muitos arminianos procedem desta maneira quando debatem com calvinistas se esquecendo que através da lógica humana que eles frequentemente usam podemos, de igual modo, apontar injustiça da parte de Deus caso a causa da salvação do homem repousasse no "livre-arbítrio" que ele alega possuir, e vimos que o senso lógico humano não é uma boa alternativa para rebater a verdade bíblica de que não há injustiça da parte de Deus por Ele eleger e predestinar seus escolhidos em Cristo para aquisição da sua graça e consequente vida eterna.

    "Não apelo à razão somente, mas em primeiro e fundamental lugar à Escritura Sagrada."

    A razão tem sua valia, mas somente quando possui amparo bíblico, mas ai já não seria "a nossa razão", mas sim a revelação do Espírito Santo nas sagradas letras.

    Mas sabe qual o perigo?

    É vemos claramente escrito que não existe injustiça da parte de Deus caso ele condenasse todos os homens (Rm 3: 5-6) ou quando Ele elege e predestina para salvação somente uma parte deles (Rm 9: 14-16) e mesmo assim a pessoa contra argumentar baseado na sua lógica ao dizer: "Mas já que é assim, por que Deus não predestina todos então... Ele esta sendo injusto... Deus é amor... Quem ama concede livre-arbítrio..."

    Aqui vemos claramente pessoas, talvez de forma inconsciente, se levantando contra as próprias escrituras para moldar o caráter de Deus dentro do seu próprio caráter.

    A lógica tem esse poder. Se eu não aceito o Deus das escrituras, farei um deus para mim mesmo, que se adeque perfeitamente ao meu senso lógico de justiça e se molde ao meu próprio caráter, ou seja, eu me coloco no lugar de Deus, imagino como eu faria algo estando no lugar dele e tenho para mim que esse é o deus que eu sirvo, um deus que faria aquilo que eu no lugar dele faria também.

    É assim que nascem os ateus, teistas abertos, espiritualistas, racionalistas, humanistas, universalistas, agnósticos e compania limitada.

    O deus de cada um deles é o seu próprio caráter e aquilo que eles tem por justo.

    Continua...

    ResponderExcluir
  41. Faltou interagir mais com a última parte do que afirmei.

    Certo, iremos interagir com cada porção da última parte de suas considerações, colocando à prova cada texto que escreveu com as escrituras.

    1 - Deus é Soberano é age segundo Sua Vontade, de acordo com o Seu caráter eterno de Justiça e Bondade.

    Exatamente, pois "ainda antes que houvesse dia, EU SOU; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos: operando eu, quem impedirá?" Is 43:13

    Somente de um Deus Soberano pode-se afirmar que "todos os moradores da terra são reputados em nada e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra, não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?" Dn 4:35

    E é esse o mesmo Deus soberano que opera segundo a Sua vontade que foi evocado por Jesus Cristo quando Ele disse que " a vontade do Pai que me enviou é esta: que nenhum de todos aqueles que me deu, se perca, mas que o ressuscite no último dia." Jo 6:39

    Vemos como um Deus soberano, que ninguem possa fazer escapar das suas mãos, que age e opera segundo a sua vontade a tal ponto de que não há quem possa estorvar-lhe as mãos lhe indagando o que fazes, garante eterna segurança para TODOS aqueles que Ele deu ao Filho.

    ResponderExcluir
  42. 2 - Em Seu decreto eterno incluiu o homem livre, sem exceção, depois de receber a graça da salvação, sem imposição, através do Seu chamado.

    Não entendi muito bem o que quis dizer, mas vou partir do princípio que você acredita que o homem é livre e pode escolher livremente e de igual modo entre o bem e o mal. Se estiver errado quanto ao que pensa me corrija.

    Faltou complementar algo nesta sua afirmação. Que Deus, pelo Seu decreto eterno, fez o homem livre não temos dúvidas, "mas eles buscaram muitas invenções." Ec 7:29

    E ao afirmar que o homem após a sua queda é livre devemos considerar que não há declaração alguma nas escrituras que ele estando na condição de morto espiritualmente seja de fato livre.

    As escrituras declaram o homem sem Deus como preso, escravo do pecado, servo de satanás e em trevas mentais. É nessas condições que você considera que o homem é livre, sendo servo e escravo do pecado? Que "liberdade" é essa?

    "Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça." Rm 6:20

    Interessante que nos tempos de Jesus alguém reclamou ser "livre", indagando o Senhor do seu discurso:

    "Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?" Jo 8:33

    E recebeu como resposta do Senhor:

    "Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." Jo 8: 34-36

    Quando uma pessoa é "escrava" de outrem ela pode, ainda assim, ser livre?

    ResponderExcluir
  43. 3 - Sabendo que muitos oporiam, nessas circunstâncias, obstáculo ao chamado Seu, que foi o Autor desse plano de salvação, que incluía o homem livre após envolvimento pela graça.

    "MUITOS" colocariam obstáculos ao Seu chamado não, o certo é "TODOS", "TODOS" os homem colocaram obstáculos ao Seu chamado, haja visto que "não há ninguém que entenda, não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só." Rm 3: 11-12

    4 - Ele decretou que aqueles que ofereceram livre vontade de aceitar o chamado da graça fossem eleitos para a salvação.

    Bem, em qual ponto das escrituras você poderia sustentar sua tese de que os eleitos para a salvação seriam aqueles que de "livre-vontade" aceitariam o chamado da graça?

    Ademais, não negamos que o homem aceita o chamado da graça de "livre-vontade", uma vez que é o Senhor Jesus que o liberta para tal, o deixando verdadeiramente livre (Jo 8:36). O que não aceitamos e nem vemos amparo bíblico para tal é a causa da nossa salvação pela graça repousar na livre-escolha humana e não na livre-escolha divina, algo que vem como presente de cima para baixo e não de baixo para cima. A fé é um presente de Deus dado para o homem e não um presente do homem dado para Deus (Ef 2:8).

    Vemos nas escrituras que Deus "nos elegeu nele, antes da fundação do mundo, para que fossemos santos e irrepreensíveis, diante dele em amor. E nos predestinou para filhos de adoção, por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade." Ef 1: 4-5

    O que temos?

    Que Deus nos elegeu nele ANTES da fundação do mundo.

    Com qual propósito?

    Para que fossemos santos e irrepreensíveis, diante dele em amor.

    E depois de eleger o que Ele fez?

    E nos predestinou para filhos de adoção, por Jesus Cristo, para si mesmo.

    Baseado em que?

    Segundo o beneplácito da SUA vontade, e não da NOSSA vontade.

    Esse texto das escrituras derruba a teoria de que Deus elegeu baseado na nossa vontade de ser um eleito, antes expressa unicamente a vontade de DEUS para tal.

    ResponderExcluir
  44. 5 - Ele quis permitir a aceitação ou a rejeição, sendo Sua Vontade a base e fundamento do Plano, sem culpa alguma pela escolha do homem.

    Ok, então seguindo o seu raciocínio lógico quando o homem escolhe o mal Deus não pode ser responsabilizado por isso da mesma maneira quando ele escolhe o bem, ou seja, em ambos os casos, uma vez que o homem escolhe livremente, Deus não é responsável nem por um e nem por outro. A porta do céu e a porta do inferno estão abertas, a decisão é do homem, e ele pode escolher de igual modo um dos dois caminhos sem a ajuda divina que apenas apresenta ambos para ele e deixa o resto por nossa conta.

    Você aceita a idéia de que Deus não pode ser responsabilizado quando o homem escolhe o bem?

    Em caso negativo terá que rever sua afirmação.

    Mas voltando para as escrituras Deus seria totalmente justo se condenasse a todos os homens pela INJUSTIÇA que praticamos diante da Sua presença fruto das escolhas provenientes da nossa natureza (Rm 3:5-6). Se Deus fosse levar em conta as minhas, a suas, as nossas escolhas, TODOS seriam CONDENADOS, não escaparia NÍNGUEM!

    Se Deus decidiu salvar uma parcela da humanidade baseado na sua graça e punir os demais, onde Ele estaria sendo injusto haja visto TODOS terem sido achado culpados diante dELE?

    Sem o concurso decisivo da graça de Deus na vida do homem ele continuaria detendo o caminho da injustiça e se encontraria cada vez mais com suas dividas acumuladas diante do Justo Juiz do Universo, por esta razão somente "quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou, pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente Ele derramou sobre nós, por Jesus Cristo, nosso Salvador; para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros, segundo a esperança da vida eterna." Tt 3: 4-7

    O homem quando na sua posição de condenado, o é por sua própria responsabilidade e escolha, o homem quando é salvo, o é pela responsabilidade e escolha de Deus em sua vida, isso é graça.

    ResponderExcluir
  45. 6 - Os outros que rejeitariam a graça foram predestinados à perdição por seus pecados.

    Não gosto do termo "predestinados à perdição", uma vez que não possui amparo bíblico.

    É a mesma coisa de dizer que Deus santificou pessoas para o inferno.

    Eleição, predestinação, chamado, justificação, santificação e glorificação diz respeito somente aos salvos.

    Mas se for levar em consideração os pecados dos homens para que eles sejam condenados, estamos então no "auto da barca do inferno", pois todos somos pecadores.

    A diferença esta nos pecados justificados por meio do Sangue do Cordeiro. É isso que nos isenta de culpa diante de Deus, a justificação pelos nossos pecados por uma nova vida em Cristo que nos livra do poder do mesmo.

    "A vós, também, que noutro tempo éreis estranhos e inimigos no entendimento, pelas vossas obras más, agora, contudo, vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis." I Cl 1: 21-22.

    ResponderExcluir
  46. 7 - Vamos às Escrituras.

    Onde está ensinada a "dupla predestinação" como ensina o calvinismo?


    Eu não sei o que você entende por "dupla predestinação", mas creio que esta dizendo em Deus predestinar, determinar, que pessoas vão para o céu da mesma forma que predestina e determina que vão para o inferno.

    Pelas escrituras a segunda proposição não existe, somente a primeira.

    Eleição, predestinação, chamado, justificação, santificação e glorificação, diz respeito somente aos salvos.

    Quanto à isso você não pode negar que a predestinação não existe, haja visto cada termo desta doutrina estar muito bem registrada nas escrituras sagradas, creio que dei inúmeras referências pelas quais você poderá conferir com mais atenção e calma.

    Ademais o blog Cinco Solas possui um numero considerável de artigos explicando com muito mais propriedade o assunto, sinta-se a vontade para ler e contestar, PELAS ESCRITURAS, aquilo que você não concorda.

    Deus te abençõe

    ResponderExcluir
  47. Hélio:
    Aos poucos vou tentar explicar melhor o que escrevi.

    2 - Em Seu decreto eterno incluiu o homem livre, sem exceção, depois de receber a graça da salvação, sem imposição, através do Seu chamado.

    O homem após a queda não pode fazer nada que conte para a salvação. Após receber a graça, pode ser convencido e aceitar, ou ser convencido mas rejeitar, o que constitui seu pecado de incredulidade. Quando Cristo liberta o homem, esse se torna livre verdadeiramente (Jo 8,36). É pela graça que o livre-arbítrio pode agir, cooperar com o chamado, sem mérito nenhum seu.

    Até mais.

    ResponderExcluir
  48. Gledson,

    o problema com sua teoria é como uma frase que gostei muito, que dizia:

    "Está escrito que o Espírito Santo CONVENCE, e não que Ele não dá multipla escolha."

    ResponderExcluir
  49. Irmão Gledson, mais uma vez vamos colocar à prova das escrituras sagradas as suas considerações.

    1 - O homem após a queda não pode fazer nada que conte para a salvação.

    Exatamente, e NADA É NADA mesmo, absolutamente NADA.

    E por qual razão ele não pode fazer nada que precise de vida para ser feito?

    Por que ele esta morto (Cl 2:13), e estando morto esta separado da vida de Deus (Ef 4:18), e se está separado da vida de Deus é por que não tem o Filho (Jo 8:42), e se não tem o Filho é por que não foi convencido pelo Espírito Santo (At 7:51).

    Sem o Pai, sem o Filho e sem o Espírito Santo a única coisa que o homem é capaz de fazer segue abaixo:

    "E não quereis vir a mim, para terdes vida" Jo 5:40

    ResponderExcluir
  50. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  51. "Após receber a graça pode ser convencido e aceitar, ou ser convencido mas rejeitar o que constitui seu pecado de incredulidade. É pela graça que o livre-arbítrio pode agir, cooperar com o chamado, sem mérito nenhum seu."

    De acordo com as suas explanações temos:

    a) O homem esta morto no pecado sem condição de fazer nada de si mesmo para ser salvo.
    b) Deus pela sua graça ativa seu "livre-arbítrio".
    c) A partir disso ele terá poder para escolher a graça ou escolher permanecer no pecado.
    d) Se ele não aceita a graça será condenado pela rejeição.
    e) Se pelo seu livre-arbítrio ele aceita a graça ela age em sua vida lhe salvando.

    Você tem como sustentar esta sua posição biblicamente, em especial o item "b", onde vem afirmando que Deus ativa o "livre-arbitrio" do homem pela sua graça para que ele possa escolher, de igual modo, entre a salvação e a condenação?

    Meu caro Gledson, onde vemos escrito que o homem recebe a graça de Deus para que o seu "livre-arbítrio" seja ativado?

    A pessoa recebe a graça de Deus para que seja manifestado nele a salvação e não a capacidade dele escolher igualmente entre a salvação e a condenação. A graça salvadora ocorre quando ele deposita sua fé no Redentor se reconhecendo como pecador plenamente arrependido diante do Criador.

    Como disse Paulo: "Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)" Ef 2:5

    Vemos pessoas mortas sendo vivificadas pela graça. Este é o início do processo de salvação na vida do homem.

    Mais a frente Paulo novamente confirma: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto NÃO VEM DE VÓS, é dom de Deus." Ef 2:8

    O que vemos? O início do processo de salvação, a nossa vivificação com o Senhor pela graça e logo depois a manifestação da graça salvadora por meio da fé. Paulo fecha essa manifestação da graça em nossas vidas dizendo "e isto (vivificação pela graça e salvação pela graça por meio da fé) NÃO VEM DE VÓS, é dom de Deus."

    Preste atenção no termo "NÃO VEM DE VÓS".

    O que isso representa, ou melhor, deve representar para você?

    É que a vivificação e a salvação pela graça por meio da fé não vem de você, do seu querer, da sua vontade, da sua não resistência em recebê-la, da sua inteligência em ser capaz de fazer uma boa escolha, mas é um DOM DE DEUS.

    Depois de desferir um "solavanco" no seu intelecto pelo fato da vivificação pela graça não vir de você, Paulo prossegue para desta vez nocautear a tua justiça, o teu caráter e o teu proceder ao dizer que a salvação da tua alma "não vem das suas obras".

    É "solavanco" triplo. Primeiro um golpe certeiro na boca do estômago (NÃO VEM DE VÓS). O pecador alcançado pela graça enquanto põe a mão no abdômen aspirando falta de ar leva dessa vez um gancho bem no centro do queixo (NÃO VEM DAS OBRAS). Desequilibrado pela mensagem ele leva o golpe final de misericórdia (PARA QUE NÍNGUEM SE GLORIE).

    O que resta para o pecador alcançado pela benevolência divina? Abandonar a luta contra a graça de Deus na tentativa de querer ser o co-redentor na salvação da sua alma.

    Mas como são teimosos inventaram esse tal de "livre-arbitrio" e deram uma nova "roupagem" para o conceito da graça de Deus, em outras palavras, ensinam uma salvação por méritos e a travestem de graça, uma vez que esta "NÃO VEM DE VÓS" para que "NÍNGUEM SE GLORIE".

    Deus te abençõe

    ResponderExcluir
  52. Hélio:
    Creio que uma sustentação bíblica da libertação do homem, para o uso do seu livre-arbítrio, é quando o Senhor afirma que se Ele libertar seremos VERDADEIRAMENTE LIVRES (João 8,36).
    Você afirma: “A pessoa recebe a graça de Deus para que seja manifestado nele a salvação e não a capacidade dele escolher igualmente entre a salvação e a condenação”. Item que nunca encontrei na Escritura. Isso significa que ao receber a graça o homem já está salvo? Não consegui encontrar respaldo bíblico.
    Acredito em Ef 2,5, pois é dito que antes estávamos mortos e pela graça como vivificados, salvos. Por outro lado, quando você menciona “processo de salvação”, demonstra que estamos próximos naquilo que cremos.
    É óbvio que a salvação não vem do homem (Ef 2,8). Naquilo que expliquei ficou claro que Deus é quem dá a graça, NÃO IMPONDO-A, porque Ele não quer fazer assim. Mas o homem não tem mérito, POIS ESTÁ MORTO, naquele momento. Então a graça o move e o faz consciente do chamado. Esse momento de decisão é misteriosamente o entrelaçamento da graça e da liberdade, dons de Deus.
    “O que vemos? O início do processo de salvação, a nossa vivificação com o Senhor pela graça e logo depois a manifestação da graça salvadora por meio da fé.” Então a fé é para MANIFESTAR a salvação? 1) a graça vivifica 2) a fé manifesta(...). O que vejo é direferente: 1) a graça prepara, chama 2) a fé, uma vez aceita, aplica a salvação gratuita.
    Deus mostra ao homem que o dom da salvação é gratuito, a fé é um presente. O homem pode compreender isso somente pela graça de Deus, e todos recebem a graça do chamado, mas NINGÉM tem direito ao chamado. Naturalmente ninguém converte-se e aceita a salvação. Movido pela graça há quem se converte. Por que não todos? Porque Deus não impõe a salvação.
    O livre-arbítrio não salva: se o homem quiser fazer algo para ser salvo ele não pode. Não pode dar início ao seu processo de salvação. Então, não há passo de salvação partindo do homem, sem a graça de Deus. Quando Deus derrama Sua graça sobre os homens, todos estão no mesmo estado de pecado, tendo seu livre-arbítrio incapaz de escolher ser salvo. Deus capacita os mortos a responderem à Sua graça. Alguns não aceitam porque estão cegos. E por que estão cegos? Seria porque não possuem livre arbítrio e não podem escolher de modo algum? Não. É porque foram convencidos pelo Demônio, AMANDO a mentira. Rejeitando a graça de Deus. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. (2 Cor 4,4). E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. (2 Tessalonicenses 2,10).
    Então, Deus oferece livremente a graça, mas há muitos que estão cegos pelo “deus deste século”. Essa cegueira não é invencível, mas acontece porque “não receberam o amor da verdade para se salvarem”. NESSE ESTADO, Deus então deixa-os crer na mentira. Isso acontece por MOTIVO DE REBELIÃO VOLUNTÁRIA (LIVRE) contra Deus, pois é dito que “tiveram prazer na iniqüidade”.
    E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;
    12 Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade. (VV.11-12).
    Até logo.

    ResponderExcluir
  53. Gledson

    "Creio que uma sustentação bíblica da libertação do homem, para o uso do seu livre-arbítrio, é quando o Senhor afirma que se Ele libertar seremos VERDADEIRAMENTE LIVRES (João 8,36)."

    Certo, mas usar desta liberdade com qual finalidade?

    Ou melhor dizendo, com qual finalidade o Filho de Deus liberta o homem?

    Você afirma que Deus liberta o homem para que ele possa usar seu "livre-arbítrio", mas não é isso que a escritura ensina.

    O próprio contexto de Jo 8 nos ensina que Jesus repousa o motivo da libertação do homem para que ele seja verdadeiramente livre do PECADO e não "verdadeiramente livre" para escolher continuar pecando ou escolher a remissão dos seus pecados, como você sustenta.

    É justamente isso que vemos quando lemos o versículo 33 quando os fariseus reclamaram para Jesus já serem pessoas "livres".

    "Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?" Jo 8:33

    Para desmascarar essa falsa liberdade que eles alegavam possuir Jesus Cristo afirma que eles eram servos do pecado, portanto pessoas PRESAS, e não livres.

    "Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado." Jo 8:34

    Ele prossegue ensinando qual o futuro de quem é servo do pecado e de quem é filho de Deus.

    "Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre." Jo 8:35

    E conclui que somente serão pessoas livres (do pecado) quando o Filho de Deus os libertarem, caso contrário continuarão presos.

    "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." Jo 8:36

    Vemos de forma clara e inequivoca que Jesus Cristo liberta o homem com o propósito de faze-lo livre do pecado e não livre para escolher continuar pecando ou escolher a graça de Deus, portanto a sua premissa à luz do próprio contexto de Jo 8 não procede.

    ResponderExcluir
  54. "Item que nunca encontrei na Escritura. Isso significa que ao receber a graça o homem já está salvo? Não consegui encontrar respaldo bíblico."

    Se você não consegue encontrar respaldo bíblico para o fato de que a pessoa é salva quando recebe a graça de Deus por meio da fé em Cristo Jesus deve ser por que você anda ignorando passagens claras das escrituras que dão suporte sólido para esta crença.

    Citarei algumas somente:

    "Porque pela GRAÇA sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus." Ef 2:8

    "Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e GRAÇA, que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos dos séculos." II Tm 1:9

    Mas, quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia nos salvou, pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente Ele derramou sobre nós, por Jesus Cristo, nosso Salvador, para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros, segundo a esperança da vida eterna." Tt 3: 4-7


    Leia novamente sua afirmação de que você não conseguiu encontrar respaldo bíblico de que o homem ao receber a graça já está salvo e compare com as três referências que lhe dei acima.

    Julgue você mesmo o que tem mais peso, a sua opnião ou a palavra de Deus?

    Se você não se convencer com estes versos estara negando um ensino cristalino das escrituras, que o homem É SALVO pela graça de Deus assim que a recebe como fruto da fé em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, portanto o homem ao receber a graça já esta salvo.

    O irmão poderia nos mostrar algo nas escrituras que contradizem isso?

    ResponderExcluir
  55. Como o restante das suas considerações seguem dentro do seu raciocínio de que a graça de Deus tem o propósito de "ativar" o liberdade de escolha do homem não tecerei comentários ponto a ponto, pois creio que já respondi à esta questão nos comentários acima.

    No entanto continuarei no aguardo para que o irmão nos mostre na escritura algo que dê suporte à esta crença de forma clara e inequívoca.

    Deus te abençõe grandemente.

    ResponderExcluir
  56. Hélio, os comentários que fez são elucidativos, pois explicam muito a posição que sustenta. Mas o que entendo, através do ensino da Escritura, é que o homem sempre tem livre-arbítrio. No entanto, ele não pode fazer nada para ser salvo, somente ocorrendo isso quando Cristo concede a graça. O livre arbítrio não tem força para fazê-lo escolher a Deus. Com a graça, aí sim, ele pode ser libertado do pecado. Porém, há ainda a possibilidade do salvo voltar ao estado pecaminoso, à carne, como ensina Gálatas 3,3: Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?
    Votarei a postar mais comentários sobre o assunto após analisá-lo melhor.
    Obrigado.

    ResponderExcluir
  57. Shalom a todos os que buscam a emet (verdade) estabelecida pela vontade do Eterno י ה ו ה YHUH Elohym de Ysrael. Amein.

    A Predestinação compreendida por poucos e torcida por muitos, quando vista pelos termos da originalidade é fidedigna porquanto não se acha fundamentada por teorias humanas. Diante dessa tão elevada determinação, a sabedoria dos que se dizem sábios tem perecido; e a prudência dos que se dizem prudentes tem se encolhido.
    A você, que deseja conhecer a realidade da Predestinação fora da extrapolações exercidas pela inconstância carnal, visite o meu Blog: falandoporysrael.blogspot.com --- ou simplesmente falandoporysrael. Nome do Blog: TESTEMUNHA DO EL DE YSRAEL.

    BARUCH RABÁ B'SHEM YHUH

    Atenciosamente,

    Yahoshafat Ben Yaacov

    ResponderExcluir
  58. Shalom a todos os que buscam a emet (verdade).

    Qualquer comentário sobre o meu estudo referente à Predestinação, pode ser enviado para meu e-mail principal:
    yoshiahugil@hotmail.com.

    BARUCH RABÁ B'SHEM ADONAI

    ATENCIOSAMENTE,

    YAHOSHAFAT BEN YAACOV

    ResponderExcluir
  59. Meu querido irmão Clóvis Gonçalves, a paz do Senhor!
    Já pensou você seguir a Jesus ou João Calvino (fica a seu critério) toda sua vida e derrepentemente você morrer, como um dia todos nós vamos morrer, e vc não for PREDESTINADO a não ir para o céu. Então Jesus lhe dirá: Meu querido Clóvis, muito obrigado por vc me seguir e fazer a minha vontade, mas infelizmente seu nome não está no livro da vida porque vc não foi predestinado a herdar o reino dos céus. - Meu amigo em Atos 10:34 Pedro Diz: DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS, NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS, NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS. Acredito que Deus se entristece muito com esse tipo leviano de interpretação, O DESEJO DE DEUS EM 2TIMÓTEO 2:4 É QUE "TODOS" OS HOMENS SEJAM SALVOS E CHEGUEM AO PLENO CONHECIMENTO DA VERDADE.

    Um grande abraço.
    DANIEL..

    ResponderExcluir
  60. Daniel,

    Eu não preciso imaginar nada disso que você propôs. Aliás, tanto eu como você devemos por as imaginações de nosso coração de lado e aceitar o que a Bíblia diz, tão somente. E o que ela diz a respeito desse assunto?

    1. Que todos pecaram e que são absolutamente incapazes de salvar a si mesmos ou mesmo de se prepararem para receber qualquer salvação oferecida.

    2. Que dessa massa de perdidos Deus decidiu salvar todos os que viessem a crer em Seu Filho. Mas como eram todos incapazes disso, Deus escolheu soberana e graciosamente parte deles para com eles usar de misericórdia e trazê-los a Si.

    3. Mas não era tão simples. Sua santidade havia sido ofendida e Sua justiça requeria que um preço fosse pago, antes que os eleitos fossem salvos. Por isso, enviou seu Filho, que viveu uma vida santa e morreu uma morte obediente no lugar dos eleitos, para que o preço fosse totalmente pago e nenhuma reivindicação pudesse ser feita por causa de seus pecados.

    4. Feita a provisão, Deus enviou Seu Espírito para despertar os que estavam mortos em pecado, para que renovados em seu entendimento e vontade, pudesse e efetivamente cressem em Jesus, recebendo dEle então a vida eterna.

    5. Para que esses que foram vivificados pelo Espírito fossem preservados assim até a volta do Senhor, Deus concedeu meios da graça que auxiliariam os salvos a perseverarem até o fim, de modo que nenhum que foi eleito, remido e regenerado venha a se perder.

    Portanto, crendo nas verdades bíblicas, não preciso fazer exercícios de imaginação, pois Deus nos revelou tudo o que precisamos saber para uma vida piedosa e uma bem aventurança na glória.

    Em Cristo,

    Clóvis

    ResponderExcluir
  61. Daniel,

    Você poderia definir o significado da expressão que você repetiu tantas vezes? O que significa dizer que Deus não faz acepção de pessoas?

    ResponderExcluir
  62. YSRAEL E A PREDESTINAÇÃO


    O acúmulo de suposições extrínsecas tem se prestado significativamente a exercer um papel antagônico sobre os parâmetros de uma estrutura sabiamente elaborada, ilogicamente abrindo espaço para o gerenciamento de equívocos, evasões, descasos, sobrepujando um grande número de predeterminações impostas por uma imutável sabedoria, como mostram as Escrituras Sagradas. No cap. 7 vs. 6 de Devarim (Deuteronômio), mostrando a prioridade de Ysrael, Mosheh (Moisés) advertiu: “Porque povo santo és ao Eterno teu D’us; e o Eterno teu D’us te escolheu para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há”.

    Na época desse grande profeta existiam vários povos: Egípcios; assírios; gregos; etíopes; etc. Sua declaração, porém, mostra uma eleição desmembrada de todas essas existências, determinada por uma vontade acima de toda e qualquer opinião carnal. Na predestinação de uma raça preservada, amada fielmente por aquele que a formou e a separou para sua propriedade particular, estabeleceu-se a separação de um povo divinamente determinada, porém teologicamente extrapolada.
    Se há uma suprema instituição, não se deve tratar com descrédito a veracidade estabelecida sobre um povo, o qual teve seu princípio a partir do primeiro casal criado e tomado dentre todos os outros também existentes. Com a morte de Hevel (Abel) e com o banimento de Kain (Caim) da genealogia israelita, Shet (Set) foi eleito como segundo ponto genealógico no prosseguimento ao propósito, que antes da catástrofe do Grande Dilúvio chegou até Nôach (Noé) e seus três filhos: Shem; Ham; e Léfet (Sem; Can; e Jafé). Dentre esses brotos um foi tomado como semente progressiva de um escolhido povo, ficando assim mais uma vez a confirmação de um procedimento direcionado a uma linhagem que veio a ser a nação shemita (semita), proveniente de Shem (Sem).
    Como explicar a não escolha dos irmãos desse? Não poderiam ser também tomados para fazerem parte dessa hereditariedade estrutural? Se assim não foi, obviamente existe uma separação entre povos e um povo predeterminado eleitamente chamado Ysrael, por uma escolha vinda do alto e não de homens.
    Através de uma página exposta na INTERNET referente a esse assunto, tive a chance de observar argumentos destinados a combater os termos de uma predestinada estrutura, aí se fazendo presente o tosco individualismo de formas interpretativas não condignas com o propósito instituído. Que objetividade sincera poderá existir numa trajetória oposicionista aos desígnios do Altíssimo? Teria o ser humano alguma razão em querer julgar, por alguma forma, a vontade determinante do seu Criador? Que pena isso ainda existir em alguns que se acham senhores de si mesmos, não passando, porém, de simples portadores de uma insipiência no âmbito das definições elaboradas.

    ResponderExcluir
  63. CONTINUAÇÃO:


    No livro de Bamidbar (Números) cap. 23 vs. 19, a palavra posta na boca de Balaão testemunhou: “Deus não é homem para que minta; nem filho do homem para que se arrependa. Porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria”? Essas interrogativas têm seu direcionamento voltado para todos os adeptos do anti-semitismo, que na sua obstinação não conseguem, de forma alguma, se compatibilizar com o fiel fundamento genealógico divinamente premeditado desde o princípio de uma História, que não deve ser adulterada.
    No intuito sincero de destorcer as torções impostas na mensagem desconexa da verdadeira visão interpretativa, usando limpidamente a palavra página em negrito citarei textos por ela mencionados, fazendo meus comentários dentro de uma compatível contextualização. Em cada um desses pontos extrínsecos aos fatos de uma originária existência buscarei definir cada requisito, sem alterar ou diminuir a realidade do proposto referente ao calvinismo, desde que cada um esteja ou não em coerente acordo com a verdade. A partir daí, que o digno de elogio seja elogiado; o digno de crítica seja criticado; para o digno de honra ser honrado.


    Página “Este ensinamento sobre a predestinação começou com João Calvino, portanto primeiramente vamos ver o que ensina a doutrina calvinista. 1 – Eles ensinam que Deus dá a salvação pra quem ele quer e está acabado. 2 – Dizem que a predestinação é o decreto de Deus, através do qual ele decidiu quem seria ou não salvo mesmo antes de nascer. 3 – Ensinam que Cristo veio, não para morrer por todos, mas para aqueles que fazem parte da Sua Igreja, ou seja, ele morreu apenas para os cristãos”.


    Comentário: O particularismo, em si, tem se destacado no caminho das rejeições a uma prioridade genealógica, por onde a escolha divina tem sido odiada com injustos conceitos brotados das ideologias filosóficas. Quando se trata de uma inconsciente forma teórica de predestinação, não discordo da probabilidade de um ser humano ser o responsável direto por tal conceito. No entanto, sempre que essa diz respeito a decretos emitidos por uma divina supremacia, não há como condignamente submeter uma superiora vontade aos desígnios da condição carnal.
    As formas religiosamente estatutárias são as principais pioneiras das muitas infrutuosidades, sempre a provocar a esterilidade na geração do equilíbrio espiritual, deixando tudo estagnado. Ainda que o equívoco seja detectado, o orgulho tem sido a incógnita pedra de tropeço diante de seus adeptos, não lhes deixando reconhecer isso para que suas obras não venham a ser ridicularizadas perante a determinante verdade.
    Qualificar Jean Cauvin (João Calvino) como fundador de um sistema provindo do alto é incompatível, inadmissível, sabendo-se de uma existência predeterminada para com a veracidade hagiógrafa. Essa imaginação provinda da parte de muitos, tem sua estabilidade numa falta de rastreamento básico nas conjunturas proféticas, imposta por uma escolha não por vontade humana. Poderia um ser humano nascido no século XV da e.c. (era comum), instituir uma condição existente desde o primeiro homem a ser formado na terra? Tal forma de dedução se identifica como a uma pessoa que não sabe distinguir uma toalha de banho de uma de rosto, ou, que diante da escuridão, apaga sua lanterna para tentar encontrar uma coisa.

    ResponderExcluir
  64. CONTINUAÇÃO:


    De forma transparente, a partir de agora será mostrado um pouco desse reformista teólogo, equivocadamente tido como responsável pela doutrina da predestinação ainda não detectada pela visão de muitos. Se por um lado isso não foi detectado perante algumas visões umbrosas, por outro tem sido vista e comentada através de divergentes opiniões a está ou não com a justiça.
    O entendimento em suas variáveis qualificações tanto pode trazer libertar, como pode escravizar, dependendo do juízo que fazemos sobre cada pessoa que olhamos ou deixamos de olhar; que intercedemos ou deixamos de interceder. Que a teológica teoria calvinista seja analisada de acordo com a reta justiça; quer seja na parte teórica; quer seja no exercício da prática; no correto; no incorreto; intrinsecamente vista de acordo com seu tão discutido movimento doutrinário. Que nenhum julgamento seja feito apenas por questão preconceituosa, fanatismo, ou por discordância nas diferenças religiosas.
    Quando, defendendo a mulher adúltera, o Mashiach (Messias) ordenou que aquele que não tivesse pecado fosse o primeiro a lhe atirar uma pedra, (João 8: 3 a 9), todos que ali se achavam desistiram dessa desventura porque tiveram reconhecimento próprio de suas falhas. Será que os doutores do evangelho de hoje agiriam com o mesmo bom senso? Torço para que o mesmo processo possa acontecer com os acusadores da visão calvinista, tendo eles a mesma conduta para com aquele a quem ousam condenar sem a mínima prudência. Por mais que as falhas que existam à nossa volta, não devemos deixar de observar o positivismo dentro da negatividade, que de forma sábia não deve ser apedrejado nem esmagado.
    Ao perceber o conceito da predestinação, a visão de João Calvino estava totalmente voltada para declarações bíblicas transparentes a uma escolha, como se acha isso em seus escritos denominados ”INSTITUTAS”. O objetivo dele não foi apontar pessoas como perdidas ou salvas, mas demonstrar uma escolha vinda do alto, do Elohym (Deus) de Ysrael, o Eterno YHUH, que tem todo direito para fazer tudo quanto lhe apraz.
    Quem é o vaso para contender com o oleiro? Ou, quem é a lenha para discutir com o poder do fogo? Então que o vaso se dê por satisfeito para que não seja quebrado; e a lenha não provoque para não vir a se queimar. Cada um, pois, ande conforme a justiça para não ser negativamente lembrado no dia da grande destruição final, onde o acerto de contas indubitavelmente acontecerá

    ResponderExcluir
  65. CONTINUAÇÃO:


    “João Calvino nasceu em Noyon, Nordeste da França, no dia 10 de julho de 1509. Seu pai, Gérard Calvin, era advogado dos religiosos e secretário do Bispo local. Aos 12 anos, Calvino recebeu um benefício eclesiástico cuja renda serviu-lhe de bolsa de estudos. Em 1523 foi residir em Paris, onde estudou latim e humanidades (Collége de La Marche) e Teologia (Collége de Montaigu). Em l528 iniciou seus estudos jurídicos, primeiro em Orléans e depois em Bourges, onde também estudou grego com o erudito luterano Melchior Wolmar. Com a morte do pai em 1531, retornou a Paris onde aí se dedicou ao seu interesse predileto – a literatura clássica. No ano seguinte publicou um comentário sobre o tratado de Sêneca De Clementia.
    Calvino converteu-se à fé evangélica por volta de 1523, provavelmente sob a influência do seu primo Robert Olivétan. No final daquele ano, teve de fugir de Paris sob a acusação de ser o co-autor de um discurso simpático aos protestantes, proferido por Nicholas Cop, o reitor da universidade. No ano seguinte, voltou a Noyon e renunciou ao benefício eclesiástico. Escreveu o prefácio do Novo Testamento traduzido para o francês por Olivétan, (1535). Em 1536 veio a lume primeira edição de sua grande obra, As Institutas ou Tratado da Religião Cristã, introduzidas por uma carta ao rei Francisco I da França contendo um apelo em favor dos evangélicos perseguidos. Alguns meses mais tarde, o reformador suíço Guilherme Farel o convenceu a ajudá-lo na cidade de Genebra, que acabara de abraçar a Reforma. Logo, os líderes entraram em conflito com as autoridades civis sobre as questões eclesiásticas, sendo expulsos em 1538. A seguir, Calvino foi para Estrasburgo, onde residia o reformador Martin Bucer. Atuou como pastor, professor, participante de conferências e escritor. Produziu uma nova edição das institutas (1539), o Comentário das Epístolas aos Romanos, a Resposta a Sodoleto (uma apologia da fé reformada) e outras obras.
    Casou-se com a viúva Idelette de Bure, (falecida em 1549). Em 1541, Calvino retornou a genebra por insistência dos governantes da cidade. Assumiu o pastorado da igreja reformada e escreveu para a mesma as célebres Ordenanças Eclesiásticas. Por catorze anos, enfrentou grandes lutas com autoridades civis e algumas famílias influentes (os “libertinos”). Apesar de estar constantemente enfermo, desenvolveu intensa atividade como administradora, pastor, pregador, professor e escritor. Produziu comentários sobre quase toda a Bíblia. Em 1555, os partidários de Calvino finalmente derrotaram os “libertinos”. Os conselhos municipais passaram a ser constituídos de homens que o apoiavam. A Academia de Genebra, embrião da futura universidade, foi inaugurada em 1559. Nesse mesmo ano, Calvino publicou a última edição das Institutas. “O reformador faleceu aos 55 anos em 27 de maio de 1564”.

    (www.portalsaofrancisco.com.br)

    ResponderExcluir
  66. CONTINUAÇÃO:

    A seguir, palavras de Jean Cauvin (João Calvino).


    “Reconheço que os homens maus e blasfemos encontram na doutrina da predestinação coisas para acusar, torcer, remoer e zombar. Mas, se cedermos à sua petulância, eles darão fim aos artigos da nossa fé, dos quais não deixarão um só que não fique contaminado por suas blasfêmias. Um espírito rebelde se porá a campo, e, tanto ousará negar que numa só essência de Deus há três Pessoas, como também que, quando Deus criou o homem, previu o que lhe aconteceria no futuro. Semelhantemente, esses maus elementos não se absterão de rirem-se quando lhes for dito que não faz mais que cinco mil anos que o mundo foi criado. Porque vão querer que lhes expliquemos como é que Deus ficou ocioso por tão longo tempo. Para reprimir tais sacrilégios, devemos deixar de falar da Divindade de Cristo e do Espírito Santo? Devemos calar-nos sobre a criação do mundo? Antes, muito ao contrário, a verdade de Deus é tão poderosa, tanto nesta questão como em tudo mais, que não teme a maledicência dos ímpios. O que Agostinho confirma muito bem em sua pequena obra intitulada sobre o benefício da perseverança (“Du bien de persévérance”). Porque vemos que os falsos apóstolos, ridicularizando e difamando a doutrina do Apóstolo Paulo, nada mais puderam fazer do que se tornarem objeto de vergonha”.
    (escritosdejoaocalvino.blogspot.com)


    Com um currículo capaz de provocar invejas nos mais ilustres teólogos de nossos dias, João Calvino não falhou em sua descoberta sobre a predestinação biblicamente estabelecida. Falhou, sim, no seu conceito ao analisá-la por tê-la interpretado de forma não totalmente compatível com os instrutivos ensinamentos de Shaul (Paulo), muitas vezes mencionados por ele. Um dos pontos falhos da visão calvinista acha-se na sua dedução discriminatória de uns terem sido criados para salvação, enquanto outros para uma condenação. Isso equivocadamente contraria o propósito aberto do conselho firmado pela fiel palavra do Eterno Elohym (Deus) de Ysrael..


    Yshayahu (Isaías) cap. 56 vss. 6,7 - “E aos filhos dos estrangeiros que se chegarem ao Eterno, para o servirem, e para amarem o nome do Eterno, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu concerto, também os levarei ao meu santo monte, e os festejarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”.


    Quando posta em julgamento diante dessa chance oferecida aos outros povos fora de Ysrael, a condenação antecipada refletida por João Calvino transforma-se no espectro duma dissidência errônea, por motivo de não assumir uma posição fidedigna diante da vontade do Eterno י ה ו ה (YHUH) cuja palavra nunca se contradiz.
    Se já existisse um povo assinalado como produto de uma determinante condenação pré-estabelecida, então a palavra do Olam YHUH estaria formalmente a se contradizer diante das promessas proporcionadas aos filhos dos estrangeiros, que de maneira alguma poderiam ser beneficiados. Existe um povo já eleito? Sim. Porém condenado ainda não, pois a salvação está posta diante de todos quantos fizerem parte dessa gente, trilhando por seu caminho.
    O fundamento da predestinação se acha resumido na escolha de um povo denominado Ysrael, no qual existe a dependência da salvação de todo e qualquer goy (gentio) que não recuse a sua fé decretada desde o princípio. Isso é fato determinado pelo Elohym (D’us) de Ysrael, que se tem declarado protetor desse povo..


    Yrmeyahu (Jeremias) cap. 12 vss. 16, 17. – E será que, se diligentemente aprenderem os caminhos do meu povo, jurando pelo meu nome: Vive o Eterno como ensinaram o meu povo a jurar por Baal, então edificar-se-ão no meio do meu povo. “Mas, se não quiserem ouvir, totalmente arrancarei a tal nação e a farei perecer; diz o Eterno”.

    ResponderExcluir
  67. CONTINUAÇÃO:

    Numa visão sem nenhum vínculo com os termos de uma sabedoria unicamente carnal, podemos assim definir: se já existisse parte da humanidade sob condenação, essa advertência divina seria ilógica porquanto salvos ou condenados, já separados por seus pré-julgamentos, não teriam mais necessidade alguma de se aplicar a essas fiéis admoestações equivalentes à salvação.
    Se Ysrael na sua trajetória de fé não tivesse falhado por desobediência para com aquele que o escolheu, aí sim, todos os seus inimigos já teriam sido destruídos, o que não aconteceu. Isso pode ser visto no Tehilim (Salmo) 81: 13, 14, pela própria boca do Elohym (D’us) de Ysrael a lastimar sobre essa gente: “Ah se o meu povo me tivesse ouvido! Se Israel andasse nos meus caminhos! Em breve eu abateria os seus inimigos, e voltaria a minha mão contra os seus adversários”.
    Tendo descido à condição de goy (gentio) por causa do endurecimento de seu coração, Ysrael abriu oportunidade de salvação para todos os povos, como mais adiante será esclarecido com evidenciáveis detalhes. Essa conversão oferecida é chamada de enxerto, inserida na oliveira para fazer parte dos galhos naturais. Nada disso seria possível, se não fosse pela misericórdia do Eterno YHUH desde o início atuando sobre os que lhe buscam.
    A predestinação não é um erro na vida de João Calvino como muitos querem por essa forma determinar; digo que o erro provém de suas interpretações direcionadas sobre a mesma. Ele não instituiu a estabelecida escolha como afirmam os argumentos diversos, se esta desde o início já faz parte de uma retrospectiva histórica.
    Como poderia ser ele o autor de um decreto já dantes criado? Ou, como poderia ser ele precursor de uma mensagem já propagada por Mosheh (Moisés) e tantos outros profetas reconhecidos? Se ele tivesse visto a predestinação como verdadeiramente ela se desponta, com certeza teria dado excelente contribuição de aprendizado contra os propagadores do linguajar anti-semita.

    ResponderExcluir
  68. CONTINUAÇÃO:


    Não há compatibilização em querer se contestar uma dependência gentílica para com a descendência israelita, qualquer nação, como decreta o Criador, para alcançar a salvação terá que andar pelos caminhos do seu povo. Não aceitar esta realidade divinamente condicionada, é por em descaso a supremacia de um propósito altamente direcionado. Aqui, a chama da esperança vinda do grande amor divino permanece acesa no enxerto que se deixa fazer parte da oliveira, por onde o fundamento de uma perpétua promessa se faz presente.
    Numa confiável confirmação a esta prioridade, no cap. 3 vss. 1,2 de seu escrito aos romanos, Shaul (Paulo) ensina sobre a vantagem do povo yahudih (judeu), mostrando que a esse foram confiadas as palavras do Eterno YHUH. Não querer fazer parte dessa implantação condiciona o goy (gentil) diretamente a uma rejeição suprema, porque, todo aquele que se negar a essa convivência estabelecida do meio dessa gente será expulso, não podendo com ela habitar.
    Na trajetória das contradições ambíguas essa escolha é tida na condição de um ato injusto, “argumentam, visto D’us não fazer acepção de pessoas, porquanto distribui a sua benevolência a todos os povos com igualdade”. Não há dúvida de que o amor e a bondade do Eterno YHUH estão sempre disponíveis para toda e qualquer nação, não exatamente de forma incondicional como muitos buscam impor, fato que os fazem desabar diariamente diante de um considerável número de justiçadas reivindicações por ele elaboradas, sancionadas e promulgadas.
    Ainda no capítulo 9 vss. 13, 14, 15 da mesma carta, Shaul (Paulo) resume a escolha de Yaacov (Jacó): “Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia”.
    Equivocadamente firmados no cap. 14 vs. 6 do livro de Yochanan (João), os desprezadores da verdade propõe uma salvação pendente só do Mashiach (Messias), por ele ter ensinado: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Nesse seu sábio ensinamento, o prometido davídico se revela como único responsável a conduzir os escolhidos perante a face do Eterno Pai, missão que lhe é confiada, sem se posicionar em momento algum como responsável pela escolha dos que hão de se salvar.

    ResponderExcluir
  69. CONTINUAÇÃO:


    Tanto é assim, que no cap. 6 vs. 44 do mesmo livro ele deixa claro a impossibilidade de alguém ir até ele se pelo Altíssimo Pai não for levado: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”. E no livro de Matyahu (Mateus) cap. 20 vs. 23, quando a mãe dos filhos de Zebadyah (Zebedeu) lhe pediu que um de seus filhos se sentasse a sua direita e outro a sua esquerda, ele foi direto quando respondeu: “O assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado”. Nessa resposta deixa clara sua posição, sua missão e condição.
    Confissão semelhante poderia ter sido feita por Mosheh (Moisés) quando entrou no Egito para libertar Ysrael, se a esse tivesse dito: “Eu sou o caminho, a verdade e a vossa libertação; ninguém poderá sair daqui, senão por mim”. Além desse grande profeta, poderia qualquer outro se apresentar como libertador do povo israelita escravizado? Se a sua resposta é não, parabéns pela sua coerência. Mesmo diante dessa galardoada missão da qual só ele poderia ser intermediário, Mosheh (Moisés) de si mesmo nada poderia fazer porquanto só intermediava, sendo a obra executada unicamente pelo poder do Eterno Elohym de Ysrael.
    Demonstrando semelhante condição missionária, no livro de Yochanan (João) cap. 5 vs. 30, a ser mostrado novamente, disse o Mashiach (Messias): “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma”. E ainda no mesmo livro, cap. 14 vs. 10, disse: “O Pai que está em mim, é quem faz as obras. Observemos que as duas grandes missões têm nítida semelhança entre si, porém com uma ressalva: Mosheh (Moisés) conduziu Ysrael para uma liberdade passageira que mais tarde veio a sucumbir na estadia do deserto, enquanto que Yaheshuah ha Mashiach (Messias) conduzirá essa gente para uma libertação perpétua.

    ResponderExcluir
  70. CONTINUAÇÃO:


    Página – “Por dia 55 MIL PESSOAS NO MUNDO morrem sem aceitar a JESUS e aproximadamente 20075000 pessoas morrem por ano sem aceitar o nosso Deus, isto significa que nos últimos 12 anos já morreram 120899988 pessoas sem salvação, em outras palavras mas de 95% morrem sem seguir ao verdadeiro evangelho de Jesus Cristo e parte delas nunca nem ouviram falar de Jesus e nem em qualquer outra coisa a respeito de Deus. Só em países como a Índia sua população adoram mais de 3 milhões de deuses, dentre esses deuses estão baratas, ratos, vacas, árvores, eles adoram tudo menos o Deus verdadeiro, o Deus Jeová, isto é acontece pelo fato de não haver quem pregue para eles”. “Agora pense junto comigo, será mesmo que Deus criou 12089998800 pessoas nos últimos 120 anos já predestinados ao inferno? Isto é o cálculo aproximado de 100 anos, agora some o número 20075000 vezes os 4000 anos da raça humana. Fazendo esse cálculo você vai chegar ao número de 8030000000 que morreram sem aceitar o Deus verdadeiro sobre suas vidas, criaria Deus este número assustador de almas já condenadas para o inferno sem a chance de mudar o seu destino como eles afirmam? As pessoas que defendem a predestinação para salvação respondem esta pergunta dizendo que não, ou melhor dizendo, eles afirmam que os que são para serem salvos serão salvos ainda que ninguém pregue a eles, mas se a pessoa não for de salvação não tem jeito, esta pessoa vai mesmo para o inferno e isto já é predestinado mesmo antes de alguém nascer, eles afirmam que por mais que eu e você pregue a alguém ou chore ela salvação de alguém se a pessoa não for de salvação ele irá para o inferno e não há quem possa mudar isto, em outras palavras anulam o poder do Espírito Santo que é de convencer o pecado do homem. Com outras palavras eles explicam que se você tem membros de sua família e eles não são de salvação, todo o seu esforço para ganhá-lo para Cristo será em vão, você poderá chorar, orar, pedir a Deus com todas as suas forças que de nada Adiantará”.

    ResponderExcluir
  71. CONTINUAÇÃO:


    Não colocando aqui em julgamento a rude ortografia regida pelo autor dessas incoerentes explicações, usarei básico rastreamento para mostrar seus pensamentos inexatos, posicionados como desvios diante do caminho da retidão. Em cada ponto explicativo não estarei falando de mim mesmo, ficando isso a cargo da palavra anunciada pelos profetas, para que nenhum julgamento insano possa vir surtir efeito contra minha pessoa. Aos que desejam enxergar ou mesmo já enxergam, a textualização bíblica, quando corretamente vista, possui as devidas soluções para todas as interrogativas
    Para começo de diálogo, honrosamente convido aqui o autor da mencionada página em análise para fazer uma reflexão sobre uma mensagem, vista no livro do profeta Yrmeyahu (Jeremias).


    Yrmeyahu (Jeremias) cap. 30 vss. 10, 11, - “Não temas, pois tu, servo meu Jacó, nem te espantes, ó Ysrael; porque eis que te livrarei das terras de longe; e a tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó tornará; e descansará; e ficará em sossego; e não haverá que o atemorize. Porque eu sou contigo, diz o ETERNO, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida; e de todo não te terei por inocente”.
    Observando na íntegra as equivalências sobre as duas mensagens, não há como não se distinguir o acúmulo de equívocos da exposta na Internet para com a profética, indicando com isso que o referido autor falou em defesa de uma crença individualista. Senão, por que então uma mensagem não se compatibiliza com a outra? Nas duas encontra-se a resposta.
    Esse decreto não é apenas sobre a destruição do solo, das árvores e dos animais conforme suas espécies, sim sobre todos os povos apartados da nação israelita. Nessa realidade, as nações apartadas serão destruídas por não caminharem na fé concernente a esse povo, tomado por filho primogênito por escolha direta do próprio Eterno YHUH, Rocha de Ysrael.

    ResponderExcluir
  72. CONTINUAÇÃO:


    Shemot (Êxodo) cap. 4 vss. 21, 22, 23. -“Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração para que não deixe ir o povo. Então dirás a Faraó: Assim diz o ETERNO: Israel é meu filho, meu primogênito. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei a teu filho, o teu primogênito”.


    Será que o autor da página aqui em discussão, poderia ser capaz de julgar o Eterno El por ter decretado a morte sobre toda primogenitura egípcia? Na sua contabilidade, poderia definir o número de primogênitos exterminados? Se por maltratar a Ysrael a nação egípcia veio a sofrer o julgamento divino por pragas, levando muitos à morte, o mesmo não acontecerá também com todos os povos das nações que venham repudiar, perseguir, expulsar ou até matar o primogênito formado pelas doze tribos? O texto fora de contexto é pretexto de tolos.
    Houve injustiça da parte do Altíssimo Criador quando seu melach (anjo), ferindo, matou cento e oitenta e cinco mil assírios como nos mostra o capítulo 19 vs. 35 do livro segundo de reis? Se eles não estivessem obcecados pelo desprezo a Ysrael; pela pagã cultuação ao seu El (D’us) Nisroque; se tivessem fielmente buscado aprender os caminhos do povo do ETERNO; certamente isso não lhes teria de forma nenhuma acontecido, pois aceita todo aquele que busca os caminhos do seu povo.
    No livro de atos cap. 10, vss. 34, 35, o apóstolo Kefah (Pedro) diz: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e obra o que é justo”.
    Se uma pessoa não aceita praticar a exigência estabelecida no livro de Yrmeyahu (Jeremias) cap. 12 vss. 16,17, feita pelo próprio Criador, como então poderá habitar no meio do seu povo? Nisto vejo complicação. Todo e qualquer estrangeiro, para se tornar participante da bênção descrita no capitulo 56 versículo 7 do livro de Yshayahu (Isaías), é necessário seguir o caminho dado ao escolhido Ysrael conforme os termos da sua fé, especificados no versículo 6 desse mesmo capítulo. Fora disto, aquele que diz está no Adon Yaheshuah ainda não o conheceu.
    Em Sodoma e Gomorra, uma população composta de adulto, adolescente, criança, foi destruída por estar numa convivência com descrença e prostituição. Mesmo não havendo pregadores ali para ensiná-las o caminho da verdade, existiu alguma injustiça da parte do Eterno YHUH ao destruí-las? Estaria ele, sendo injusto, ao promulgar essa decisão? Se seus habitantes tivessem buscado conhecê-lo através do exemplo de vida de Lot (Ló), obviamente teriam sido perdoados e aceitos, como enxerto da nação selada numa engrandecida promessa.

    ResponderExcluir
  73. CONTINUAÇÃO:


    Buscando avidamente interceder pelos moradores de Sodoma, terra contaminada de devassidão, Avraham (Abraão) esgotou todos os seus argumentos diante do Eterno quando ela não correspondeu com o que lhe era solicitado: Ali não havia cinquenta, quarenta e cinco, quarenta, trinta, vinte, ou mesmo dez pessoas que fossem justas. Natural mesmo da cidade de Sodoma nem um justo existia, pois até mesmo naqueles que pretendiam ser seus genros, Lot (Ló) não encontrou fé.
    Não se deve por no esquecimento que apenas quatro pessoas tiveram acessos à saída: ele; a esposa que por desobediência se tornou uma estátua de sal; as duas filhas. Hoje não é diferente! Nesse mundo sodomita, bem poucos querem saber de se aproximar do El Eterno por meio do ajuntamento com Ysrael, da mesma forma que seus antepassados, na mesma descrença, a isso não se propuseram através do sobrinho de Avraham (Abraão).
    Por quatrocentos e trinta anos a nação israelita esteve sob o domínio dos egípcios, sem deixar de adorar o nome do seu Elohym, na viva esperança de que ele haveria de interceder a favor de sua libertação diante do poder do Faraó. No transcorrer de todo esse tempo a população do Egito teve grande oportunidade de se converter conforme a fé do eleito Ysrael, porém, ao contrário dessa decisão, continuou na sua obstinação impondo rejeição e maltrato a esse povo.
    Sem conhecer a eterna bondade do Criador para com seu povo, diariamente zombava dos descendentes de Yaacov (Jacó), os forçando a participar de suas idolatrias em adoração a seus vários deuses, coisa não aceita por eles que confiavam no socorro do seu Elohym. Essa esperança viva firmada na sua fé lhes trouxe a fiel complacência do Shaday, que, encarregando a Mosheh (Moisés) como intermediário, os levou para a terra da promessa, de onde mais tarde, por desobedecerem ao Supremo Libertador, foram dispersos.
    A dispersão de Ysrael entre as nações não aconteceu apenas como forma de castigo, ou rejeição, como é vista numa generalização condenável. Tendo em vista o não conhecimento dos goym (gentios) para com o Altíssimo Criador, a nação israelita foi espalhada para que o nome do seu Elohym viesse a se tornar conhecido e honrado em toda a terra. Na sua dura peregrinação foi ela rejeitada, expulsa, perseguida até a morte, por diferentes povos que não aceitavam sua fé nem o nome daquele que a dispersou. Essa evidente trajetória de sofrimentos tem sido narrada corajosamente por poucos; abafada e torcida por muitos.
    Dentre os que não se deixaram acovardar perante uma maioria anti-semita, acha-se M. Basilea Schlink, grande defensora da primogenitura israelita no seu depoimento: (A culpa da Cristandade para com o povo yahudih (judeu). Historiando corajosamente as atrocidades derramadas sobre essa descendência tomada como herança, saiu em defesa desse povo eleito, revelando muitas perseguições sobre ele derramadas. Nessa sua trajetória nos trouxe o conhecimento de alguns que se diziam seguidores do Mashiach (Messias), da mesma forma como muitos hoje estão prosseguindo pela mesma meta.
    O que realmente aconteceu com esse povo quando estava sendo perseguido e odiado no período da II – Grande Guerra Mundial, quando implorou auxílio dentre as nações? Foi rejeitado em muitos países sendo até mesmo expulso, como a seguir será mostrado de acordo com o depoimento da célebre escritora.
    No pouco que será esclarecido, se poderá compreender a veracidade clara de ocorrências abafadas pelo anti-semitismo, “em homens vistos como defensores de uma mensagem bíblica de salvação; como reformadores do evangelho”; não passando, porém, de propagadores não condizentes com a justiça firmada do alto.

    ResponderExcluir
  74. CONTINUAÇÃO:


    Crisóstomo (344-347), cujo nome significa “boca de ouro”, contra todos os judeus lançou acusações infames, como: Os mais miseráveis e lubidinosos de todos os homens; gananciosos; avaros e pérfidos bandidos; assassinos inveterados; destruidores e homens possuídos pelo mal do demônio; pestes do universo; assassinos dos próprios filhos; etc. Muito mais danosa foi a teologia desenvolvida por esse altamente e respeitado pai da igreja, com referência à sina dos judeus como resultado do seu deicídio. Para esse crime, sustentou ele, não há expiação possível, nem indulgência, nem perdão; o seu odioso assassinato a Cristo foi a origem de todos os seus infortúnios. Deus detesta vocês! Estas palavras de Crisóstomo popularizaram o ódio contra todos os judeus durante séculos futuros.
    Agostinho (354-430), um contemporâneo de Crisóstomo, embora um pouco mais contido, foi ambivalente. Enquanto afirmava a atitude de amar os judeus ensinada por Paulo, compartilhava o ponto de vista de outros pais da igreja, de que Judas era a imagem do povo judeu. Veio de Agostinho, a teoria de que judeus são um povo que serve de testemunho tanto para o mal como para a verdade cristã, mas, que não deveriam ser mortos, pois, como Caim, carregavam um sinal. Em sua conclusão teórica, disse ele: Deixem que vivam em nosso meio, mas os façam sofrer e ser humilhados continuamente.
    DA TEOLOGIA PARA A LEI: – Depois que o cristianismo foi reconhecido e também estabelecido oficialmente por Constantino, no século IV, a teologia foi transformada em programa de governo, e a sinagoga foi submetida a medidas repressivas. Sob o Imperador Justiniano I (483 – 565), muitas leis que protegiam os direitos civis e religiosos dos judeus se tornaram abolidas por impostas restrições. Mais tarde, no sétimo século, tendo como normas propósitos políticos, o Imperador Bizantino Heráclio impôs batismo forçado aos judeus. Esta prática foi repetida com resultados devastadores nos séculos seguintes. Um grande exemplo do bode expiatório aconteceu em 1021, época em que o Papa Benedito VIII executou judeus, os culpando de um furacão e um terremoto.
    Quando houve a peste na Europa (1347 – 1350), os judeus sofreram acusações de culpados, porque se dizia que eles haviam envenenado os poços de água. No sul da França, no norte da Espanha, na Suíça, Baviera, em Renânia, Alemanha Oriental, Bélgica, Polônia e Áustria, acreditou-se, em tão absurda acusação, sendo que isto causou a destruição em massa de mais de duzentas comunidades judaicas através de toda a Europa. Um número superior a mais de 10.000 foi morto em somente três cidades da Alemanha: (Eufurt, Mainz e Breslau).
    Em 1298, a acusação de que os judeus profanavam a hóstia, fez com que toda a população de Rôttingen fosse queimada. Seus atacantes para satisfazerem seus desejos vingativos, continuaram com um massacre por toda a Alemanha e também na Áustria. De acordo com as estimativas, um total de 100.000 pessoas foram assassinadas e em torno de cento e quarenta (140) comunidades judaicas dizimadas.

    ResponderExcluir
  75. CONTINUAÇÃO:


    Em praga, em 1398, um sacerdote carregando uma hóstia acidentalmente foi salpicado de areia por umas crianças que brincavam. Em conseqüência disto, 3.000 judeus foram assassinados.
    A INQUISIÇÃO ESPANHOLA: Em 1480, o rei Fernando e a rainha Isabel, estabeleceram na Espanha um tribunal para expurgar a igreja, daqueles que clandestinamente apegavam-se à sua fé judaica. Seguiram-se prisões em massa. Em 1481, as primeiras vítimas foram executadas em chamas na fogueira. No decorrer dos anos, uma estimativa de 30.000 marranos, como eram chamados os judeus, foram queimados. A Inquisição Espanhola teve uma longa história do século XV até o início do século XIX, e um vasto alcance geográfico, espalhando-se com todas as suas atrocidades até a América Latina. EXPULSÕES: Os judeus têm sido expulsos de aproximadamente todos os países onde tem residido. Em 1920 foram expulsos da Inglaterra, 16.000 partiram para a França e a Bélgica, alguns morreram no caminho. Houve repetidas expulsões na França e na Alemanha. Fernando e Isabel expulsaram todos os judeus da Espanha em 1492, de maneira a consolidarem o seu reinado cristão. Muitos dos 300.000, que viviam refugiados, escaparam para Portugal. Lá, foi-lhes permitido em uns poucos de meses permanecerem, mas com custo. Mais tarde, pelo Rei João II, (1481-1495) foram brutalmente forçados a se batizarem.
    A REFORMA: Martinho Lutero (1483-1546) originalmente favoreceu aos judeus com esperança de que eles aceitariam a sua forma de fé, dando até mesmo louvor pela sua contribuição para o cristianismo. Contudo, quando não conseguiu convertê-los, a sua atitude modificou-se para uma maneira drástica, porquanto dizia: Todo sangue aparentado a Cristo queime no inferno, e isto é o que merecem por suas próprias frases que falaram a Pilatos... Verdadeiramente, a existência desses judeus é uma coisa sem esperança, perversa, venenosa e diabólica, que durante 1400 anos tem sido, e ainda é, a nossa praga, tormento e infelicidade maléfica, porque são simplesmente demônios e nada mais.
    No folheto “com referência aos judeus e as suas mentiras”, publicado em (1542), Lutero escreveu: “Em primeiro lugar suas sinagogas deveriam ser queimadas... Em segundo lugar, as suas casas deveriam ser destruídas e arrasadas... Em terceiro lugar, deveriam ser privados de seus livros de orações e o Talmud... Em quarto lugar, seus rabinos devem em tudo ser proibidos de ensinar sob pena de serem mortos, se não obedecerem... Em quinto lugar, os privilégios de viagens e de um passaporte para eles deveriam ser absolutamente proibidos... Em sexto lugar, deveriam ser impedidos de fazer agiotagem... Em sétimo lugar, que aos jovens e fortes judeus de ambos os sexos sejam dados manguais, enxadas, pás, machados, rocas e fusos e que eles ganhem o seu pão com o suor tirado dos seus rostos... Deveríamos expulsar os preguiçosos velhacos, dessa raça, para fora do nosso sistema... Portanto, fora com eles... E para acrescentar, caros príncipes e nobres que tem judeus em seus domínios, se este meu conselho não lhes servem, encontrem então um melhor, de maneira a que vós, e todos nós, sejamos libertos desta insuportável carga diabólica”.
    Num sermão pouco antes da sua morte, Lutero clamou pela imediata e dura expulsão de todos os judeus da Alemanha. Mais tarde, os ensinamentos anti-semíticos dele seriam literalmente aplicados no III Reich. Na Alemanha, período da II Grande Guerra Mundial, seis milhões de judeus por fuzilamento; câmara de gás; envenenamento e outras atrocidades em que se é difícil de imaginar, foram assassinados sob o poder de Hitler que operava através de um regime nazista, em cujo regime aconteciam os mais bárbaros crimes”.
    Livro: (A CULPA DA CRITANDADE PARA COM O POVO JUDEU).
    Autora: Madre Basilea Schlink.

    ResponderExcluir
  76. CONTINUAÇÃO:


    Página – Romanos 8: 29 – “Porquanto os que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conforme a imagem de seu Filho, para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Vamos compreender melhor este versículo! Para isto, Primeiramente precisamos dizer para quem Paulo estava dizendo estas palavras. (Veja Rm. 1:7 – “A todos os amados de Deus que estais em Roma, chamados para serdes santos”). Quando Paulo usa esta expressão “... aos que de antemão conheceu...”, obviamente está se referindo a um grupo de pessoas; note bem que a expressão está no plural. Paulo está dizendo que Deus, em sua presciência, “conheceu” de antemão que um grupo de pessoas aceitaria a Palavra, e por essa razão, foi predestinado para salvação”. Deus disse em Isaías 46: 10: - “Eu sou deus e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer; e desde a antiguidade as coisas que ainda não aconteceram“.


    Não há como entender corretamente o fiel pensamento de Shaul (Paulo) exposto no seu escrito contido em romanos cap. 8 vs. 29, se não por virtude de um sistema basicamente analítico nas indicações contextuais de uma junção direta entre profetismo e evangelho. Quando a textualização menciona, “os que dantes conheceu”, faz menção de um povo ao qual o Eterno YHUH se fez conhecido desde o princípio da História. A nenhuma nação, com exceção de Ysrael, foi dada uma prioridade pela qual uma escolha viesse declaradamente a se tornar realidade. Usando a forma traduzida do idioma português-brasileiro, buscarei fazer um breve resumo dessa evolução biológica desde o princípio agraciada.


    “Adão – Set – Enos - Cainã - Maalalel – Járede – Enoque – Metusala – Lameque – Noé – Sem – Arpachade- Selá – Éber – Pelegue – Reú – Serugue – Naor - Terá – Abraão – Isaac – Jacó”.

    ResponderExcluir
  77. CONTINUAÇÃO:


    No versículo 30 do mesmo capítulo mencionado pelo autor da equivocada página, a mensagem é clara: “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou”.
    O ensinamento de Shaul (Paulo) nesse diálogo tem seu direcionamento para uma justificação predeterminada, podendo ser vista em várias passagens dos escritos sagrados. Citando como exemplo, no livro de Yshayahu (Isaías) cap. 45 vs. 25 esse mesmo profeta diz: “Mas no Eterno será justificada e se gloriará toda a descendência de Ysrael”. Aqui não são citados romanos, egípcios, gregos ou qualquer outro povo; sim a nação israelita formada pelos descendentes naturais de Yaacov (Jacó), não ficando de fora, claro, todos os que se tornam enxertos dessa árvore.
    Contradizendo a suprema vontade que decretou essa escolha, os Balaques desse presente tempo, seguindo a mesma trajetória daquele que no seu rancoroso ciúme convocou Balaão para lançar sua maldição sobre Ysrael, dão prosseguimento ao ódio, ao desprezo, ao maltrato sobre aquele que o Balaque do passado invejosamente buscava destruir.
    O Eterno YHUH, porém, intercedendo em defesa do seu povo decretou a Balaão a mensagem exata que ele haveria de transmitir ao rei dos moabitas, descrita no livro de Bamidbar (Números) 23: 5 a 9: “Então o Eterno pôs a palavra na boca de Balaão, e disse: torna para Balaque, e fala assim”. E, tornando para ele, eis que estava ao pé do seu holocausto, ele e todos os príncipes dos moabitas. Então alçou a sua parábola.
    “De Arão me mandou trazer Balaque, rei dos moabitas, das montanhas do oriente, dizendo: Vem, amaldiçoa-me a Jacó; e vem, detesta a Israel. Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? E como detestarei, quando o ETERNO não detesta? Porque do cume das penhas o vejo, e dos outeiros o contemplo; eis que este povo habitará só, e entre as gentes não será contado. Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? A minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu”.

    ResponderExcluir
  78. CONTINUAÇÃO:


    Entre os três detalhes descritos no diálogo de Balaão em defesa de Ysrael, se destaca mais o que diz: “Esse povo habitará só; e entre as gentes não será contado”. Isso indica a não convivência do grego ainda grego; do romano ainda romano; ou de qualquer outro estrangeiro ainda estrangeiro no meio dessa gente, cuja convivência só será possível na existência de uma transformação dessas qualidades gentílicas, para os termos judaico-israelitas. Falando disso, Mosheh (Moisés) fez questão de mostrar a grandeza das bem-aventuranças depositadas sobre os filhos de Ysrael.


    Devarim (Deuteronômio) cap. 33 vss. 28 29: “Israel, pois, habitará só, seguro na terra da fonte de Jacó, na terra de grão e de mosto; e os seus céus gotejarão orvalho. Bem-aventurado tu, ó Israel! Quem é como tu? Um povo salvo pelo ETERNO, o escudo do teu socorro e a espada da tua alteza; pelo que os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás sobre as suas alturas”.


    Analisando com atenção e coerência esses requisitos proféticos, os contradizentes irão entender, a partir daí, a existência de uma prioridade israelita, diante da qual a predestinação não pode ser anulada da História. Tal iniciativa seria como pregar uma forma de prostituição contra o fundamento edificado nas vozes de todos os fiéis neviim (profetas), que pelo Eterno YHUH foram enviados.
    Aproveitando a oportunidade que me proporcionou conhecer essa página não fidedigna aqui em discussão, faço questão de mostrar a seu autor a origem biológica de Shaul (Paulo), mal interpretado nos textos mencionados por ele. Esse mesmo apóstolo no cap. 11 vs. 1 dessa mesma carta, faz uma direta interrogativa: “Porventura rejeitou o Eterno o seu povo”? A qual povo ele se referiu? No mesmo versículo existe a resposta, no momento em que ele se declara israelita da tribo de Benjamin.
    Eis a razão do contexto: Se ele em sã consciência declarou não está em rejeição por ser da descendência sanguínea dessa tribo descendente de Yaacov (Jacó), é óbvio que o povo não rejeitado apontado por ele, é o Ysrael biológico. Esse é o povo dantes conhecido, predestinado, justificado pela vontade do seu Elohym para ser conforme a imagem do seu filho Yaheshuah ha Mashiach (Iarrechuá o Messias), verdadeiro primogênito da ressurreição, não simplesmente um grupo de pessoas religiosas que residia na Roma dos Césares e do sistema vaticanista.
    Há cego que pode enxergar; há cego que não enxerga; e há os que enxergam com um olho só. A visão quando sincera, mesmo que seja pouca não deixa de perceber a verdade. Continuando a mostrar a inegável existência de uma escolha, no livro de gálatas cap. 1 vss. 15 16, Shaul (Paulo) declara: “Mas quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue”.
    Existe maior testemunho de predestinação do que ser escolhido desde o ventre materno para cumprimento de uma missão? Se na época de Shaul (Paulo) existiam muitas outras famílias, por que de nenhuma delas outro foi separado no mesmo condicionamento? Se não há uma escolha predeterminada, então ele falou em vão. Teria ele agido por essa forma? Afirmo que não, porque para todos os que são agraciados pela presença da Ruach (Espírito) a mensagem deixada pelo apóstolo, em verdade, é vista e recebida como fidedigna.
    Num conceito próximo da perfeição, Jean Cauvin ou (João Calvino) viu esse desenvolvimento predestinável, deixando isso testemunhado em muitos de seus escritos. Deixo claro que o meu objetivo, aqui, não é bisbilhotar a vida particular desse personagem nem criticar sua forma teológica de ser, sim falar de um ponto bíblico descoberto por ele em seus estudos. Quando falo da predestinação, falo de um projeto estruturado por vontade exclusiva do Eterno YHUH, não de homens.

    ResponderExcluir
  79. CONTINUAÇÃO:


    Voltando aos desvios da página, a sua equivocada dedução entra em contradição consigo mesma quando no cap. 1 vs. 7 de romanos define a mensagem de Shaul (Paulo), como se a mesma estivesse direcionada a um grupo de pessoas a fazer parte do concerto rejeitado pela mesma. Se a predestinação não existe, como poderiam existir em Roma pessoas portadoras dessa qualificação predestinável? Se a palavra bíblica é sim ou não, sem sombra de dúvida tal página ficou encalhada entre o não e o sim. Tal conduta fere o ensinamento do Mashiach (Messias), descrito no livro de Matyahu (Mateus) 5: 37.
    Também na mesma carta cap. 11 vs. 11, Shaul (Paulo) fala sobre a condição israelita: “Digo, pois: Porventura tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para incitá-los à emulação”.
    Por seu escolhido povo não ter andado em obediência com seus mandamentos, o Eterno YHUH condicionou o (goy) (gentio) a ser participante da promessa feita com Ysrael. Com essa oportunidade gratuita demonstrou ele a sua grande misericórdia não só para o yahudih (judeu) natural, mas para com qualquer estrangeiro que não rejeite fazer parte dessa gente como enxerto adotivo.
    No seu egocentrismo, doutos teológicos não aceitam se posicionar como aprendizes do conhecimento judaico, a qualquer preço querendo forçar o povo yahudih (judeu) a conviver conforme seus ensinamentos. Essa confrontável posição gera uma falta de compatibilidade com a base primordial de uma geração dantes eleita, selada numa primogenitura de uma determinada sobrevivência. Rejeitando esse condicionamento direcionado a uma junção estabelecida, o goy (gentio) há de se tornar galho de uma árvore a ser cortada, lançada no fogo, por não se encontrar enxertado na verdadeira oliveira plantada, regada e frutífera.
    “Segundo informações expressas em uma página da Wikipédia (a enciclopédia livre), exposta na Internet, o povo de Ysrael surgiu de grupos nômades que habitavam na Mesopotâmia há cerca de cinco mil anos. Esses grupos posteriormente rumaram para a região do Levante por volta do ano 2000 aec (antes da era comum)”.

    ResponderExcluir
  80. Não discordando por completo dessa forma de pensar, exponho aqui algumas ressalvas direcionadas ao assunto: O início da formação genealógica do povo de Ysrael, de acordo com a História, não pode ter partido de grupos nômades que habitavam na antiga mesopotâmia, se o seu fundamento vem desde o primeiro homem a ser criado na face da terra. Sendo a nona geração de Shem (Sem), Avraham (Abraão) foi chamado para dar continuidade ao propósito objetivado na formação de um povo. O princípio dessa linhagem ganhou força a partir do terceiro filho gerado por Adam (Adão), quando então o nome do Elohym de Ysrael passou a ser invocado.
    No diálogo kadosh se pode ver uma escolha direta sobre Avraham (Abraão), nas palavras ouvidas por ele “Sai-te da tua terra; e da tua parentela; e da casa de teu pai; para a terra que eu te mostrarei. “E far-te-ei uma grande nação; e abençoar-te-ei; e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção”. Bereshit (Gênesis) 12.1,2
    Se não houvesse predeterminação do Eterno YHUH para com o neto de Nachór (Naor), como então nenhum outro da sua família ou da terra em que residia foi assim tão galardoado? Ainda posso afirmar: Se houve uma escolha, é obvio que houve uma desconexão entre essa e as crenças ali existentes, caso contrário Avraham (Abraão) não precisaria sair da sua própria terra para servir ao EL de Ysrael. Esse, na verdade, não faz acepção de pessoas, porém não deixa de fazer das injustas condutas que contradigam a sua fiel palavra posta no princípio, no meio e no fim de uma imutável História por ele traçada com resumo já determinado.
    Pode haver alguma compatibilização kadoshl entre o obediente e o desobediente? Se isso é realmente cabível, não será impossível, então, existir igualdade entre a luz e as trevas; a crença e a descrença. Poderia tal comunhão ser possível entre essas formas diferenciadas? Para que tal possibilidade possa existir uma teria que se tornar igual à outra. A obediência não pode conviver em paz com a desobediência; nem a crença pode ser igual à descrença.


    Povos Mesopotâmicos
    Sumérios


    Os criadores da primeira grande civilização mesopotâmica foram os sumérios. Provavelmente originaram a Ásia central, os sumérios, por volta do ano 3500 a.C., fixaram-se ao sul da Mesopotâmia, na região em que os rios Tigres e Eufrades desembocam no Golfo Pérsico. Aí estabelecidos, desenvolveram técnicas hidráulicas para armazenar a água que seria usada nos períodos de seca e para controlar as cheias dos dois grandes rios, evitando a destruição das plantações.
    Os sumérios desenvolveram um sistema de leis baseados nos costumes, foram habilíssimos nas práticas comerciais e criaram o sistema de escrita cuneiforme, assim chamado porque escreviam em plaquetas de argila com um estilete em forma de cunha.
    Os sumérios organizavam-se politicamente em cidades-estados como Ur, Nipur e Lagash. Cidade-Estado é a comunidade urbana soberana, ou seja, uma unidade política com características de Estado soberano.
    Cada uma dessas cidades era independente e governada por um patesi, que exercia as funções de primeiro-sacerdote do deus local, governador, chefe militar e supervisor das obras hidráulicas.
    Depois de longo tempo de autonomia, as cidades sumerianas se enfraqueceram, devido às lutas pela gemonia política. O enfraquecimento possibilitou as invasões de vários povos semitas.

    ResponderExcluir
  81. CONTINUAÇÃO:


    Religião
    A religião mesopotâmica era politeísta e antropomórfica. Cada cidade tinha seu deus, cultuando como todo poderoso e imortal. Os principais deuses eram: Anu, deus do céu; Shamash, deus do Sol e da justiça; Ishtar, deusa do amor; e Marduk, criador do céu, da Terra, dos rios e dos homens.
    Além de politeístas, os mesopotâmicos acreditavam e gênios, demônios, adivinhações e magias. Procuravam viver intensamente, pois achavam que os mortos permaneciam num mundo subterrâneo e sem esperanças de uma nova vida. Para eles a vida cotidiana e o futuro das pessoas podiam ser decretados pela posição dos astros no céu. (www.portalsaofrancisco.com.br)


    Após ter saído dessa terra tumultuada por invasões, batalhas, idolatrias, Avraham (Abraão) outra vez foi visitado pela palavra do Altíssimo, a lhe prometer a vinda de um filho gerado de suas próprias entranhas, para dar prosseguimento ao kadosh concerto genealógico. Aqui se observa o valor da linhagem sanguínea.
    Não podendo lhe conceber um filho por causa da sua esterilidade, Sarah (Sara) sua esposa, querendo lhe fazer feliz, ofereceu sua escrava Hagar (Agar), para que por ela ele pudesse se tornar pai. Com o nascimento de Ysmael Avraham (Abraão) pensou já ter o esperado herdeiro, não imaginando que a objetividade da promessa haveria de se cumprir um pouco mais tarde, na pessoa do seu filho Ytzchak (Isaque). Essa diferença na escolha entre o filho nascido e o que haveria de nascer, lhe foi revelada pelo próprio Eterno YHUH.


    Bereshit (Gênesis) cap. 17 vss. 20 21 - “Quanto a Ismael, também tenho ouvido: Eis aqui o tenho abençoado, e fa-lo-ei frutificar grandissimamente. Doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte”.


    A separada indicação de um povo nesse diálogo do Eterno YHUH é clara, quando Ysmael foi congratulado com outra promessa fora da biológica formação de Ysrael. Fato em parte semelhante aconteceu com Esaú, que além de perder a primogenitura para seu irmão foi afastado da progressão genealógica da nação israelita.
    Se não há um apontamento sobre a predestinação de uma raça humana como muitos querem provar, por que o concerto não foi também para com Ysmael, Esaul e os descendentes desses? Estruturada nas torções textuais, tem gente trazendo desastrosas consequências diante do aprendizado bíblico por confusões dedutivas, causando graves desvios interpretativos.
    Tendo Yaakov (Jacó) recebido a primogenitura de seu irmão, essa foi confirmada pela bênção de seu pai Ytzchak (Isaque). Bereshit (Gênesis) 28: 3 4. A escolha de Yaakov (Jacó) Foi por vontade de quem? Teria sido por interferência de seus pais, ou do próprio YHUH? A resposta encontra-se no cap. 1 vss. 2 3 do livro de Melakyah (Malaquias); e cap. 9 vs. 13 da carta de Shaul (Paulo) aos romanos.

    ResponderExcluir
  82. CONTINUAÇÃO:


    Aquele que na sua obscuridade ver na predestinação de um povo uma forma injusta de procedimento, diga-me: se sou dono de trinta ovelhas e resolvo separar doze para minha propriedade particular, tenho ou não autoridade para fazer isto? Então, há injustiça da parte do Eterno El por ter separado um povo dentre todos os outros povos por ele criados? Será que a ovelha tem autoridade para dizer ao seu dono o que ele deve fazer? Como já foi mostrado anteriormente, o cap. 9 responde.
    Se o Eterno Elohym separou os descendentes de Yaacov (Jacó) para sua propriedade particular, o estrangeiro, em agradecimento a ele por ter obtido a oportunidade de se tronar enxerto, deve se dá por satisfeito em ter a chance de no meio desse povo poder habitar. Porém, isso não depende do que quer, ou do que corre, mas do EL de Ysrael que o escolhe por seu chamado.
    Na trajetória do teologismo a descendência de Ysrael implacavelmente tem sido menosprezada, questionada, perseguida e até mesmo condenada por ineptas mentes a se lembrar de suas desobediências, de seus castigos, de seus fracassos, mas nunca conseguindo detectar as muitas virtudes nela depositadas. Já que essa desconexa propagação não consegue ouvir as vozes do profetismo justo, citarei alguns textos referentes à libertação israelita estabelecida pela promessa provinda da própria boca do Eterno YHUH, na viva esperança de que dentre os obstinados alguns venham a se converter de seus desvios.


    Ezequiel cap. 39 vss. 21 a 29 - “E eu porei a minha glória entre as nações, e todas as nações verão o meu juízo, que eu tiver executado, e a minha mão, que sobre elas tiver descarregado. E saberão os da casa de Ysrael que eu sou o Eterno seu Elohym desde aquele dia em diante. E as nações saberão que os da casa de Ysrael, por causa da sua iniqüidade, foram levados em cativeiro, porque se rebelaram contra mim, e eu escondi deles a minha face, e os entreguei nas mãos de seus adversários, e todos caíram à espada. Conforme a sua imundícia e conforme as suas prevaricações usei com eles, e escondi deles a minha face. Portanto assim diz o Eterno YHUH: Agora tornarei a trazer os cativos de Jacó. E me compadecerei de toda a casa de Ysrael; terei zelo pelo meu santo nome. E levarão sobre si a sua vergonha, e toda a sua rebeldia, com que se rebelaram contra mim quando eles habitavam seguros na sua terra, sem haver quem os espantasse. Quando eu os tornar a trazer de entre os povos, e os houver ajuntado das terras de seus inimigos, e for santificado neles aos olhos de muitas nações. Então saberão que eu sou o Eterno seu El, vendo que eu os fiz ir em cativeiro entre as nações, e os tornei a ajuntar para voltarem à sua terra, e nenhum deles excluí. Nem esconderei mais a minha face deles, quando eu houver derramado o meu espírito sobre a casa de Ysrael, diz o Eterno”.


    Vs. 21 – No tempo da prometida redenção de Ysrael, a glória do Eterno YHUH há de se estabelecer no meio desse povo aos olhos de todos os goym (gentios), ainda não convertidos a israelitas. Nesse dia de libertação, salvação, descanso, saberá esses do grande amor de YHUH depositado sobre a semente de Avraham, Ytzchak e Yaakov. (Abraão, Isaque e Jacó). No livro de Yoel (Joel) cap. 2 vs. 27 tal testemunho pode ser visto na palavra do Elohym Eterno: “E vós sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o Eterno YHUH vosso El, e ninguém mais; e o meu povo não será envergonhado para sempre”.

    ResponderExcluir
  83. CONTINUAÇÃO:


    O juízo do Eterno YHUH sobre todas as nações será uma total destruição por terem rejeitado seu povo, como já foi esclarecido no cap. 30 vss. 10,11 do livro de Yrmeyahu (Jeremias). Tomando por referência os versículos acima, se pode afirmar que no julgamento divino Ysrael estará exaltado e todas as nações se prostrarão envergonhadas, devido a falto de reconhecimento sobre a predestinação do primogênito.
    Vs. 22 – Em toda sua trajetória, os descendentes naturais de Ysrael têm buscado não se afastar nome do seu Elohym onde habita sua esperança em herdar a terra prometida. Sem dar ouvidos ao sábio conselho do Eterno visto no livro de Yrmeyahu (Jeremias) cap. 10 vs. 2, muitos que vieram a nascer dentre as nações têm aprendido seus costumes estrangeiros, chegando mesmo a invocar outros elym (deuses) através do aprendizado de denominações não pronunciadas por seus pais. Com isto, têm recebido ensinamentos vindos de muitos costumes pagãos, cumprindo assim a palavra de advertência em Devarim (Deuteronômio) cap. 31 vs. 16.
    Não obstante esse desvio, os descendentes do Ysrael natural junto com o enxerto passarão a ter conhecimento do nome do seu Criador, como se acha escrito no livro de Yeshayahu (Isaías) cap. 52 vs. 6 na promessa feita pelo Altíssimo Criador: “Portanto o meu povo saberá o meu nome, por esta causa, naquele dia; porque eu mesmo sou o que digo: Eis-me aqui”. Então se cumprirá o anunciado no versículo de Ezequiel aqui em definição, sobre todo aquele a quem o Tetragrama representativo do nome do Elohym de Ysrael estiver interiormente revelado.
    Vss. 23 24 – Esses versículos têm suas colocações dentro de uma maior proximidade com os pensamentos gentílicos, no espectro de um julgamento errôneo, crítico, invejoso, ilógico, de uma visão adquirida pelos apartados de Ysrael. Nessa tosca obscuridade interpretativa, crimes inexistentes têm sido apontados; descasos amplos têm se proliferado; acusações e condenações estão amplamente submissas ao orgulho; tudo numa guerra religiosa onde os bombardeios do individualismo são direcionados a um sistema não aceito pelos que repudiam à nação eleita.
    Conhecer as deficiências da trajetória israelita sempre foi algo da observação conceitual dos goym (gentios), tendo eles boa visão para enxergar estas coisas, só não tendo para compreender as bênçãos relacionadas que hão de vir, no tempo determinado, sobre a remanescência de todas as gerações provenientes de Ysrael.
    Quando isto acontecer, as nações irão se envergonhar diante da repreensão do apóstolo Shaul (Paulo): “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus que os justifica”. Cego pelo orgulho, pelo fanatismo, o goy (gentio) apartado de Ysrael quer de qualquer forma impor uma justificação fora da pendência decretada, rompendo os limites antes promulgados. A quem Shaul se referiu como escolhidos? O próprio Elohym no livro de Yshayahu (Isaías) cap. 44 vs. 1, diz: “Agora, pois, ouve ó Jacó, servo meu, e tu ó Ysrael, a quem escolhi”. A partir dessa revelação espero que os apartados de Ysrael, aqueles que na dureza de coração ainda aceitam fazer parte do povo da promessa, passem a conhecer a básica referência dessa gente. Se essa é a vontade do ETERNO desde o princípio, que ela seja recebida, amada, vista com honra, não sendo

    ResponderExcluir
  84. CONTINUAÇÃO:


    jamais rejeitada.
    Vss. 25, 26, 27 – Mesmo estando espalhados entre as nações, todos os israelitas naturais acham-se protegidos pela promessa de um esplêndido retorno, alicerçada na grande compaixão do seu fiel protetor que tem zelo por esse povo, chamado pelo seu nome. No tempo previsto todas as desobediências da nação eleita serão apagadas, por um perdão já dantes estabelecido pela própria boca do seu Elohym Olam como nos é mostrado nesse mesmo livro profético cap. 37, vss. 21, 22, 23.


    “Eis que eu tomarei os filhos de Ysrael de entre as nações, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra. E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos. E nunca mais se contaminarão com os seus ídolos, nem com as suas prevaricações, e os livrarei de todos os lugares de sua residência, em que pecaram, e os purificarei; assim eles serão o meu povo e eu serei o seu El”.


    Embora já esteja plenamente agraciado pela eterna benevolência, Ysrael se sentirá envergonhado da sua rebeldia com que trilhou o caminho da desobediência para com o imenso amor a ele dedicado, que agora lhe faz ver e entender a firmeza dum concerto inquebrantável. Unicamente por esse amor, essa gente será tirada de entre nações não sendo mais entre elas contada, porquanto habitará só. Então o Eterno YHUH mostrará sua santidade no meio do seu povo Ysrael aos olhos de todos os que rejeitaram seu eleito primogênito, quando por esse perfeitamente for exaltado com cânticos de louvores
    Vss. 28, 29. – Já no cumprimento da promessa, todos os descendentes de Yaacov (Jacó) se erguerão vitoriosos a tomar posse da terra prometida, na qual todos herdarão a salvação sem a exclusão de nenhum deles. A partir desse momento por toda uma eternidade, os herdeiros da promessa estarão com a kadosh Torah (santa Lei) do seu Elohym escrita em seus corações, para que não possam mais pecar.
    Sem querer ouvir a palavra posta na boca de Balaão, os Balaques desse tempo querem por determinação própria amaldiçoar a quem o Eterno YHUH não amaldiçoa; desprezar a quem ele não despreza; anular a quem por ele não é anulado; sim abençoado. Não aceitando essa realidade constituída, os defensores de uma fé não profética se firmam indevidamente em conceitos extrínsecos da justa contextualização, sem jamais aceitar que o eterno reino, por herança, é dos filhos de Ysrael.

    ResponderExcluir
  85. CONTINUAÇÃO:


    Pode a fiel promessa do Eterno YHUH, ser invalidada? Dou testemunho que não. Infelizmente, mestres e doutores de nossos dias a estão invalidando, na busca de uma eterna salvação por uma graça desconexa da mesma. O homem agraciado para receber a vida eterna, tem dentro de si a viva confiança de que entrará na terra da herança, pelo que foi prometido a Avraham (Abraão) e sua semente.
    A existência de uma divina predestinação decretada sobre um povo não deve de forma alguma ser anulada, visto se achar firmada na palavra brotada da própria boca do Elohym de Ysrael a determinar essa prioridade genealógica. Se alguém a rejeitar, que o faça, se tornando assim parte do anti-semitismo grego-romano já espalhado entre as nações na forma de vinho prostituinte, que a muitos está embriagando, desviando, condenando.




    HONRA, PODER E GLÓRIA SEJAM PARA י ה ו ה YHUH, o único que pode salvar.




    BARUCH RABÁ B’ SHEM י ה ו ה YHUH.

    BLOG: falandoporysrael.blogspot.com

    BLOG: alertaisraelita.blogspot.com





    ATENCIOSAMENTE,


    YAHOSHAFAT BEN YAACOV.


    OBS. ESSE ESTUDO, POR LEI, JÁ ESTÁ REGISTRADO.

    ResponderExcluir
  86. Senhor Yaacov: isto é spam? Poxa, overkill de post não dá! Acha que dá pra comentar isto tudo aí?

    ResponderExcluir
  87. SHALOM PARA TODOS OS KADOSHIM DE YHUH.

    JÁ QUE OS RABINOS TÊM SE MULTIPLICADO E OS POUCOS TALMIDIN TÊM SE DIMINUIDO, VEJAMOS QUEM SE ACHA NA JUSTA INSPIRAÇÃO DO RUACH HA KODESH.

    QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA.

    QUEM TEM SABEDORIA PARA ENTENDER, QUE ENTENDA.

    QUEM TEM RESPOSTA PARA DAR, QUE RESPONDA.


    QUANDO KAIN MATOU HEVEL, BERESHIT (GÊNESIS) 4: 16 17 DIZ QUE ELE FOI EXPULSO DE DIANTE DA FACE DE YHUH E HABITOU NA TERRA DE NODE, CONHECENDO ALI SUA MULHER QUE LHE DEU UM FILHO.

    SE YHUH, NO PRINCÍPIO HAVIA CRIADO APENAS UM CASAL, ONDE KAIN ACHOU MULHER PARA DESPOSAR? O QUE DISSER QUE FOI UMA DE SUAS IRMÃS, VAI TER QUE PROVAR, NA ESCRITURA, ONDE EXISTE O RELATO DE QUE UMA DELAS O ACOMPANHOU.


    QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA.

    QUEM TEM SABEDORIA PARA ENTENDER, QUE ENTENDA.

    QUEM TEM RESPOSTA PARA DAR, QUE RESPONDA.


    ATENCIOSAMENTE,

    YAHOSHAFAT BEN YAAKOV.

    ResponderExcluir
  88. YAHOSHAFAT BEN YAAKOV,

    Em Gênesis 5:4, está escrito: "E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas."

    Adão e Eva não geraram apenas Abel, Caim e Seth. Geraram filhAs também. Está Escrito!

    Somando isso à ordem de Deus deles se multiplicarem, e somando com o GRANDE tempo em que eles viveram, não existe dificuldade em crer que eles geraram MUITAS pessoas. Caim pode ter se casado com uma sobrinha, por exemplo. E tb não é dificil crer que uma dessas mulheres, de tantas, morava um pouco distante de onde aconteceu o assassinato de Abel.

    Um abraço.

    ResponderExcluir
  89. Fale comigo ,meu gmail.e dicmarcelo@gmail.com

    ResponderExcluir
  90. Fale comigo ,meu gmail.e dicmarcelo@gmail.com

    ResponderExcluir

"Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor", não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las." John Stott

Sua leitura deste post muito me honrou. Fique à vontade para expressar suas críticas, sugestões, complemetos ou correções. A única exigência é que seja mantido o clima de respeito e cordialidade que caracteriza este blog.